O tribunal havia apontado problemas na operação que deu aval do Tesouro a um empréstimo de R$ 12 bilhões para socorrer a estatal no fim do ano passado 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Correios têm 14 trimestres seguidos de prejuízo — Foto: Ton Molina/Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 06/07/2026 - 16:35 Governo contesta exigência de revisão do plano dos Correios pelo TCU O governo recorreu contra a decisão do TCU que exigiu a revisão do plano de reestruturação dos Correios, alegando que todas as condições foram atendidas. O TCU apontou a falta de avaliação externa nas projeções da empresa, o que poderia trazer riscos. A AGU defende a conformidade das ações com a lei e busca um empréstimo complementar de R$ 7 bilhões para manter as operações. A decisão ainda aguarda apreciação do TCU. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O governo recorreu da decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que determinou a revisão do plano de reestruturação dos Correios. No recurso, a Advocacia-Geral da União (AGU) argumenta que todos os critérios apontados pela Corte de Contes foram "integralmente" atendidos, conforme atos do Executivo. O tribunal havia apontado problemas na operação que deu aval do Tesouro a um empréstimo de R$ 12 bilhões para socorrer a estatal no fim do ano passado. No entendimento do TCU, faltou uma avaliação externa nas projeções e receitas e despesas da empresa, o que traz riscos para a União. A corte cita ainda necessidade de aportes adicionais ou medidas de suporte financeiro. "Não há que se falar em irregularidade ou responsabilização, uma vez que a atuação administrativa se deu em estrita conformidade com o ordenamento jurídico vigente e com o princípio da legalidade estrita que rege a Administração Pública", alegou a AGU no processo. O recurso da AGU foi apresentado no momento em que a direção da estatal busca negociar com o grupo de bancos um empréstimos complementar de R$ 7 bilhões para manter as operações com regularidade neste ano. Ainda não prazo para a apreciação do recurso pelo TCU. Segundo a AGU, as projeções de fluxo de caixa incorporam, de forma explícita, o serviço da dívida associado às operações de crédito previstas. Ó órgão sustenta ainda que a viabilidade financeira da empresa está condicionada à captação de recursos e à execução das ações de reestruturação. No documento, a AGU justifica que as medidas asseguram aos Correios capacidade de cobertura das despesas operacionais e financeiras. A AGU alega ainda que o plano de reestruturação dos Correios foi submetido ao Ministério das Comunicações e à Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União(CGPAR), da qual participa o Ministério da Fazenda. "Nesse sentido, uma vez aprovado o plano nessas instâncias, não cabe à Secretaria do Tesouro Nacional, no âmbito restrito proceder à reavaliação das premissas ou da viabilidade estrutural do plano", argumentou a AGU no processo. Os Correios fecharam 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões. O rombo deverá ser ainda maior neste ano. No primeiro trimestre de 2026, o déficit alcançou R$ 3,1 bilhões.
Governo recorre de decisão do TCU sobre plano de reestruturação dos Correios e diz que condições foram atendidas 'integralmente'
O tribunal havia apontado problemas na operação que deu aval do Tesouro a um empréstimo de R$ 12 bilhões para socorrer a estatal no fim do ano passado








