Fachada do edifício sede dos Correios em Brasília Foto: André Dusek/Estadão - 01/07/2016Em meio a uma grave crise financeira, os Correios têm atuado como uma espécie de imobiliária. A estatal deu celeridade a um plano de venda de imóveis com o objetivo de cortar custos e obter algum alívio no caixa.PUBLICIDADENos últimos meses, foram alienadas mais de 30 unidades - de terrenos a pontos comerciais e prédios históricos - levantando o montante de R$ 387 milhões, conforme dados informados à Coluna. A meta é chegar a R$ 1,5 bilhão no acumulado do ano.Os Correios detêm 2,3 mil imóveis espalhados pelo País, mas muitos estavam sem uso, incluindo alguns em uma situação deteriorada, o que motivou a iniciativa de se desfazer deles. Do total de vendas realizado até aqui, R$ 207 milhões ocorreram via leilões, enquanto R$ 180 milhões se deram via vendas diretas para o setor público.Alienações envolvem marcos urbanos A liquidação envolveu casos como o complexo operacional de Pituba, em Salvador (R$ 97,8 milhões); um terreno em Brasília (R$ 86,2 milhões) e um prédio comercial em Belo Horizonte (R$ 8,9 milhões).Em Salvador, o prédio servia como uma antiga sede, que estava desativada desde 2018. A unidade foi arrematada pela incorporadora Moura Dubeux. O imóvel, a duas quadras da praia, tem uma área de aproximadamente 34 mil m², que dará lugar a um empreendimento imobiliário. A venda foi feita por um valor abaixo do laudo de avaliação, que apontava para R$ 159,3 milhões, com lance mínimo de R$ 130,3 milhões. Antes disso, foram mais de 20 tentativas sem achar compradores.PublicidadeOutro exemplo de negociação envolveu a Prefeitura de São Paulo, que ficou com o histórico Palácio dos Correios, na Avenida São João, vendido por R$ 79,5 milhões. Desde maio do ano passado, o prédio era objeto de termo de cessão de uso gratuito ao município.Processo faz parte de plano de reestruturaçãoEm nota à Coluna, a estatal afirmou que vem implementando ações para otimização e monetização do patrimônio imobiliário em todo o País, com foco na redução de custos, geração de receitas e uso mais eficiente dos ativos, conforme definido no seu plano de reestruturação. “Essas medidas fortalecem a sustentabilidade econômico-financeira da empresa e tornam a gestão do portfólio imobiliário mais eficiente e dinâmica”, informou.Quanto à expectativa de atingir R$ 1,5 bilhão em vendas neste ano, ponderou que isso vai depender da capacidade de absorção do mercado. Neste momento, há mais R$ 403 milhões na esteira de alienações. “Diversas ações de prospecção estão sendo implementadas com o objetivo de atingir interessados para cada perfil de imóvel”.Esta notícia foi publicada na Broadcast+ no dia 01/07/2026, às 15:45A Broadcast+ é uma plataforma líder no mercado financeiro com notícias e cotações em tempo real, além de análises e outras funcionalidades para auxiliar na tomada de decisão.PublicidadePara saber mais sobre a Broadcast+ e solicitar uma demonstração, acesse.
Correios obtêm R$ 387 milhões com liquidação de terrenos e prédios históricos
Em meio a crise financeira, estatal vendeu mais de 30 imóveis nos últimos meses













