Observadores mais atentos devem ter notado dois gestos se repetirem nesta Copa do Mundo. No fim das partidas, após os gols ou antes de entrar em campo, muitos jogadores erguem as duas mãos e colocam as palmas voltadas para cima, em forma de concha. Ou então, se ajoelham e colocam a testa no gramado. Esses gestos refletem o fato de que esta é a Copa dos muçulmanos.
Não por acaso. Das 48 seleções, pelo menos 12 vêm de países de maioria muçulmana: Marrocos, Argélia, Egito, Tunísia, Arábia Saudita, Qatar, Iraque, Jordânia, Senegal, Irã, Uzbequistão e Turquia.
Copa 2026
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Mas esse número é apenas a parte mais superficial do fenômeno. Jogadores de muitas seleções europeias são filhos de migrantes ou nasceram, eles mesmos, em outros países. E, neste caso, a enorme presença muçulmana nas ondas migratórias mais recentes para o velho continente também aparece.









