Jogadores muçulmanos se prostrando diante de Alá; jogadores da Alemanha e de Curaçao rezando juntos no campo após os primeiros vencerem os segundos por 7 a 1; um círculo de oração dentro da seleção holandesa —esta é a Copa do Mundo mais abertamente religiosa de que se tem memória. A religião pode ter um apelo particular para os jogadores de futebol, mas essas cenas também revelam mudanças sociais mais amplas.

"Isso diz algo sobre o retorno da religião à esfera pública", afirma Mariecke van den Berg, professora de teologia na Vrije Universiteit de Amsterdã. "Mas essa nova paisagem religiosa terá uma aparência diferente."

Clique aqui e entre no grupo FolhaStats

Historicamente, o catolicismo dominou a Copa do Mundo, com países de maioria católica vencendo 18 dos 22 torneios. A antiga Alemanha Ocidental, dividida aproximadamente meio a meio entre protestantes e católicos, venceu mais três. Os único campeão não católico foi a Inglaterra em 1966. Isso significa que o gesto religioso mais comum ao longo das décadas foi o de jogadores fazendo o sinal da cruz.

Alguns ainda fazem, como o croata Petar Musa após marcar contra a Inglaterra, ou o técnico argentino dos Estados Unidos, Mauricio Pochettino, em um momento tenso durante a vitória sobre a Austrália.