0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2026 — Foto: YURI CORTEZ / AFP Na maior Copa do Mundo da história, 14 dos 48 países participantes são marcados por restrições à liberdade religiosa ou de crença. Ou seja, em quase um terço das nações que disputam a principal competição de futebol do planeta, milhões de habitantes convivem com perseguição ou discriminação religiosa. Os dados inéditos são do Relatório sobre Liberdade Religiosa no Mundo, da fundação pontifícia Aid to the Church in Need (ACN) — Ajuda à Igreja que Sofre, em tradução livre. Essa proporção reflete o número de países marcados em laranja (discriminação) ou vermelho (perseguição) no mapa global da RFR, totalizando 62 dos 196 Estados analisados. De acordo com o relatório da ACN, três dos países participantes são classificados como locais de perseguição religiosa, enquanto outros onze, como países onde a discriminação significativa afeta a liberdade de religião ou crença. No Irã e na Arábia Saudita, interpretações rígidas do Islã sustentam sistemas legais que restringem severamente a liberdade religiosa, especialmente para convertidos e membros de comunidades religiosas não reconhecidas. A República Democrática do Congo, por outro lado, sofre de instabilidade crônica e violência persistente. Até no México, um dos anfitriões, uma das principais preocupações advém do crime organizado e do tráfico: padres, líderes religiosos e trabalhadores pastorais são frequentemente alvos de grupos criminosos que buscam controlar comunidades locais. Outros países participantes como Marrocos, Tunísia, Argélia, Jordânia, Catar, Egito e Turquia abrigam milhões de pessoas que não desfrutam plenamente da liberdade religiosa ou de crença. Minorias religiosas enfrentam diferentes graus de discriminação e restrições na prática e expressão de sua fé. O levantamento cita ainda o Haiti, o Uzbequistão e o Iraque, cuja seleção se tornou símbolo de unidade, com jogadores de diferentes grupos étnicos e religiosos, entre eles quatro cristãos. No país, menos de 1% da população é cristã e segue denunciando episódios de discriminação.