A pesquisa “Iron deficiency in athletes: Prevalence and impact on VO2 peak”, publicada na revista científica Nutrition, aponta que a deficiência de ferro está significativamente relacionada à redução do desempenho atlético, incluindo a quantidade máxima de oxigênio que o corpo consegue captar durante o exercício.
Para Danilo Macena, nutricionista esportivo e diretor da clínica Macena Saúde Suprema, o rendimento do atleta depende de um plano ajustado à modalidade, ao calendário e à resposta de cada competidor. “O trabalho começa com antecedência e passa por reformulações semanais. Em algumas modalidades, principalmente na reta final, a dieta pode ser alterada diariamente, enquanto a disciplina precisa aumentar na semana anterior à competição, inclusive evitando vida social”, afirma.
Ele explica que o preparo não envolve apenas calorias e nutrientes. Sono, descanso, adesão às orientações e controle da ansiedade interferem na recuperação e podem comprometer o resultado, mesmo quando a alimentação está adequada.
“Os três erros mais comuns são negligenciar o sono, extrapolar nos treinos e subestimar a estratégia prescrita. A ansiedade também pode favorecer episódios de alimentação impulsiva, desrespeitando a dieta, e isso prejudica porque a alta performance exige uma margem muito pequena para falhas”, observa.











