Em abril, ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a abertura de uma investigação para apurar se Flávio cometeu crime em uma postagem publicada em 3 de janeiro de 2026. A PGR defendeu nesta segunda-feira (6) que a PF ouça o senador Flávio Bolsonaro em investigação sobre suposto crime de calúnia contra o presidente Lula. O senador Flávio Bolsonaro realizou uma postagem na rede social X em 3 de janeiro de 2026. A publicação atribuiu crimes ao presidente. A PGR requereu que os autos retornem à PF para realizar a oitiva. Depois, o órgão quer nova vista para se manifestar sobre o relatório. No mês passado, a PF afirmou ao STF que o senador Flávio Bolsonaro cometeu uma falsa imputação de crime contra o presidente Lula. O ministro Alexandre de Moraes determinou a abertura da investigação em 13 de abril de 2026. A decisão atendeu a um pedido da própria PF. Flávio fez uma postagem no X em 3 de janeiro de 2026 atribuindo crimes como os de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro ao presidente (entenda mais abaixo). "Remanesce a necessidade de oitiva do Sr. Flávio Nantes Bolsonaro, medida de especial relevância, sobretudo em razão da possibilidade de retratação, capaz de isentar o investigado de pena", afirmou o procurador-geral da República, Paulo Gonet. "A manifestação é, assim, pelo retorno dos autos à Polícia Federal a fim de que seja realizada a oitiva do investigado. Após, requer nova concessão de vistas para manifestação sobre o relatório conclusivo das investigações", completou. Moraes abre inquérito contra Flávio Bolsonaro por suposta calúnia contra Lula "Resta claro o cometimento, pelo Exmo. Sr. Senador Flavio Nantes Bolsonaro, do crime tipificado no art. 138 c/c art. 141, inciso I e § 2° do Código Penal. Posto isto, encerram-se os trabalhos de Polícia Judiciária, remetendo-se os presentes autos para apreciação e demais providências que se entendam pertinentes, permanecendo este órgão policial à disposição para eventuais outras diligências que sejam imprescindíveis à apuração do fato", disse a PF. Ao concluir o caso, a PF pediu que o STF adotasse as providências necessárias. Depois disso, Moraes encaminhou o relatório da PF para análise da PGR. Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — Foto: Reprodução Postagem de Flávio Bolsonaro Na publicação, o parlamentar atribuiu a Lula a prática de diversos crimes, incluindo: tráfico internacional de drogas e armas;lavagem de dinheiro;suporte a terroristas e ditaduras;fraudes em eleições. O senador também associou imagens de Lula ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acompanhadas de um texto afirmando que o presidente brasileiro "será delatado". "Tendo em vista o teor da postagem associando a imagem do Presidente Lula ao do ex-Presidente Maduro, que acabara de ser preso, acusado pelos EUA de envolvimento com o tráfico de drogas, alegando que o primeiro seria delatado, fica claro que o Senador afirma que a delação seria feita por Nicolas Maduro, e que, no entendimento do Senador, os crimes pelos quais o Presidente Lula seria delatado estão listados na sequência da postagem, quais sejam, tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras e eleições fraudadas", afirmou a PF. Alexandre de Moraes Luiz Inácio Lula da Silva Lula Paulo Gonet STF - Supremo Tribunal Federal