Ministro acata manifestação da PGR, que emitiu um parecer para senador ser ouvido O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (7) que a Polícia Federal realize a oitiva do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no caso que investiga suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pré-candidato à reeleição. O procedimento deve ser realizado em até 10 dias. Moraes acolheu a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que emitiu um parecer para que o senador fosse ouvido. Na manifestação, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, indicou que o depoimento era essencial, especialmente diante da possibilidade de Flávio se retratar, o que seria capaz de isentá-lo de pena. Sendo assim, Moraes determinou que os autos do caso retornassem à Policia Federal (PF) para a oitiva de Flávio. Após a conclusão, um novo relatório das investigações deve ser enviado ao STF e a PGR, se entender que há indícios suficientes de crime, pode denunciar o senador. Antes da manifestação da PGR, a PF havia concluído que Flávio caluniou Lula ao associá-lo a crimes como tráfico de drogas e terrorismo em uma publicação nas redes sociais, feita em fevereiro. O senador publicou fotos de Lula relacionando-o ao então presidente venezuelano Nicolás Maduro e ao cometimento de crimes após a sua captura pelos Estados Unidos. A apuração foi aberta por ordem de Moraes em abril deste ano, depois de a PF enviar uma representação ao Supremo com a publicação de Flávio. “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”, dizia a publicação do parlamentar. A PF concluiu que Flávio imputou falsamente a Lula o cometimento dos crimes de tráfico de drogas, tráfico internacional de arma e lavagem de dinheiro. A corporação afirmou que “fica claro” que “o senador Flávio Bolsonaro, através de sua postagem, imputou falsamente ao presidente Lula o cometimento dos crimes de tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de arma e lavagem de dinheiro, crimes estes expressamente tipificados em nosso ordenamento jurídico”. A corporação também disse que Flávio fez uma “clara menção ao instituto da colaboração premiada”, além de mencionar a prática de crimes, o que poderia configurar calúnia. Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em sessão da Comissão de Segurança Pública — Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Moraes determina que PF tome depoimento de Flávio sobre suposta calúnia contra Lula
Ministro acata manifestação da PGR, que emitiu um parecer para senador ser ouvido









