0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT) — Foto: Evaristo Sa/AFP e Miguel Schincariol/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 06/07/2026 - 15:45 Flávio Bolsonaro é intimado pela PF por calúnia contra Lula O procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitou que a Polícia Federal colha depoimento do senador Flávio Bolsonaro sobre suposta calúnia contra o presidente Lula. O inquérito aponta que Flávio associou Lula a crimes graves em redes sociais. Se Flávio se retratar, pode evitar punição. A defesa do senador pediu mais diligências, mas a PF negou, alegando tentativa de atrasar o processo. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu que a Polícia Federal tome um depoimento do senador Flávio Bolsonaro no inquérito sobre suposta calúnia do parlamentar contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Gonet diz que a medida é "de especial relevância" e indica que, se Flávio se retratar, pode escapar de uma punição no caso. O pedido contra de uma manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal após a Polícia Federal concluir a investigação sobre o episódio. A corporação diz que é "claro" que Flávio Bolsonaro cometeu o crime de calúnia ao publicar, nas redes sociais, uma mensagem em que associava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a crimes como tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro. O relator da investigação, ministro Alexandre de Moraes, havia pedido um parecer da PGR sobre a investigação. Gonet defendeu que a PF realize a oitiva de Flávio e indicou que só depois vai se manifestar sobre o inquérito em si. A própria defesa do senador havia pedido que o parlamentar fosse ouvido na investigação, mas somente após a PF cumprir uma série de outras diligências. Os advogados de Flávio pediram, por exemplo, a tomada de depoimento de uma série de autoridades e o compartilhamento de documentos do Gabinete do Presidente da República, do Ministério das Relações Exteriores e até do Tribunal Distrital dos Estados Unidos. As diligências foram negadas pela PF sob o argumento de que elas serviriam só para atrasar a conclusão do inquérito. No parecer enviado ao STF, Gonet endossou a decisão da corporação. No relatório final do inquérito, a PF argumentou que, para a caracterização do crime de calúnia, é necessária a falsa imputação de um crime específico. Nessa linha, a corporação afirmou que, na publicação nas redes, Flávio disse que Lula seria "delatado", o que só é possível "se a pessoa a ser delatada participou do cometimento de um crime". Em seguida, o senador elencou condutas criminosas que seriam atribuídas ao presidente, ressaltaram ainda os investigadores. "Fica claro, portanto, que o Senador Flavio Bolsonaro, através de sua postagem, imputou falsamente ao Presidente Lula o cometimento dos crimes de tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de arma e lavagem de dinheiro, crimes estes expressamente tipificados em nosso ordenamento jurídico. Quanto à autoria da postagem, não resta dúvida sobre ter sido o Senador o responsável por tal ato. Chega-se facilmente a esta conclusão tanto pelas manifestações públicas do Senador em relação à postagem, quanto pela própria defesa apresentada que, com as justificativas alegadas para as diligências solicitadas, reafirma tal autoria", registrou o relatório do inquérito.
PGR indica que Flávio pode se livrar de processo que apura calúnia contra Lula caso se retrate em depoimento
PGR indica que Flávio pode se livrar de processo que apura calúnia contra Lula caso se retrate em depoimento










