A Polícia Federal concluiu, nesta sexta-feira 26, que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cometeu crime de calúnia contra o presidente Lula (PT). A manifestação foi enviada ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, relator do caso na Corte.
Em 3 de janeiro, Flávio publicou no X imagens associando Lula ao ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”, escreveu. Na ocasião, o governo de Donald Trump havia capturado o chavista.
No entendimento do delegado Antonio Carlos Knoll de Carvalho, a imagem de Lula associada à de Maduro deixa explícito que o senador afirmou na publicação que uma delação feita pelo chavista envolveria o presidente brasileiro nos crimes de tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras e eleições fraudadas.
“Como é sabido”, diz o delegado, “para a caracterização do crime de calúnia é necessária a falsa imputação de um crime específico”, o que ocorre no caso analisado. Para ele, não há dúvidas de que a acusação é de que o presidente teria cometido os crimes pelos quais Maduro estava sendo acusado nos Estados Unidos.







