Polícia federal concluiu que senador do PL caluniou presidente ao associá-lo a crimes como tráfico de drogas e terrorismo Alexandre de Moraes, ministro do STF — Foto: Gustavo Moreno/STF/Agência O Globo O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 15 dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre a investigação da Polícia Federal (PF) que apura suposta calúnia do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pré-candidato à reeleição. Leia mais: Na sexta-feira (26), a corporação concluiu que Flávio caluniou Lula ao associá-lo a crimes como tráfico de drogas e terrorismo. Em uma publicação nas redes sociais após a captura de Nicolás Maduro no início do ano, o senador relacionou o petista ao então presidente venezuelano e ao cometimento de crimes. “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”, dizia a publicação do senador. A apuração foi aberta por ordem de Moraes em abril deste ano, depois de a PF enviar uma representação ao Supremo. No relatório final do inquérito, a corporação concluiu que Flávio imputou falsamente a Lula o cometimento dos crimes de tráfico de drogas, tráfico internacional de arma e lavagem de dinheiro. Agora, se o Ministério Público entender que há indícios suficientes, pode denunciar Flávio por calúnia. No decorrer da apuração, Flávio fez uma série de pedidos incomuns à PF. A defesa do senador solicitou, por exemplo, a oitiva de Lula e da opositora venezuelana María Corina Machado; a expedição de ofício a um tribunal dos Estados Unidos para que seja compartilhada a cópia integral do inquérito e da ação que tramita naquele país contra Nicolás Maduro; os depoimentos dados por Maduro; e que fossem ouvidos um procurador americano, o ex-deputado Deltan Dallagnol e o senador Sergio Moro (PL-PR). As solicitações foram rejeitadas tanto por Antonio Carlos Knoll de Carvalho, delegado responsável pelo caso, quanto por Moraes. O ministro entendeu que os pedidos não eram cabíveis durante a fase de investigação, porque isso poderia representar um direcionamento ou interferência indevidos na condução das apurações. A PF afirmou que os pedidos colaboraram para concluir que o senador foi responsável pela autoria da postagem. “Chega-se facilmente a esta conclusão tanto pelas manifestações públicas em relação à postagem, quanto pela própria defesa apresentada que, com as justificativas alegadas para as diligências solicitadas, reafirma tal autoria”, afirmou.
Moraes dá 15 dias para PGR se manifestar sobre suposta calúnia de Flávio a Lula
Polícia federal concluiu que senador do PL caluniou presidente ao associá-lo a crimes como tráfico de drogas e terrorismo











