0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Lula e Flávio Bolsonaro — Foto: Brenno Carvalho/11-5-2026 e 19-5-2026 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/06/2026 - 11:14 Alexandre de Moraes nega pedido de Flávio Bolsonaro para PF investigar suposta calúnia contra Lula O ministro Alexandre de Moraes, do STF, negou o pedido do senador Flávio Bolsonaro para que a Polícia Federal realizasse diligências sobre suposta calúnia contra Lula. Moraes afirmou que o investigado não deve direcionar a investigação, que cabe à PF. A PF já havia recusado os pedidos de Flávio por considerá-los inócuos e protelatórios, destacando que a apuração da autenticidade e dolo das informações é clara sem necessidade do depoimento do senador. O inquérito investiga uma publicação de Flávio associando Lula a crimes graves. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou um pedido do senador Flávio Bolsonaro para que a Polícia Federal realizasse uma série de diligências na investigação sobre suposta calúnia cometida pelo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Moraes disse que não era possível acolher o pedido da defesa de Flávio, vez que os requerimentos de diligência implicam em "direcionamento ou interferência na condução da investigação". "Não cabe ao investigado pretender pautar a atividade investigativa", advertiu o ministro em despacho assinado nesta terça. Segundo o ministro, o caso está com a PF, para a realização das diligências. Ele ressaltou que a investigação criminal visa fornecer ao Ministério Público os elementos para que ele possa formar sua opinião sobre o caso, cabendo somente ao órgão analisar as provas "para eventual adoção das providências legais pertinentes". A defesa de Flávio já havia requerido as diligências diretamente à Polícia Federal, que também negou os pedidos. A corporação rechaçou algumas das solicitações por considerar que elas seriam "inócuas em relação ao resultado do inquérito" e visavam protelar o caso. O entendimento foi o de que, caso alguns dos pedidos fossem autorizados, poderiam "prejudicar a apuração dos fatos". A PF ressaltou que a investigação apura a autenticidade e autoria da postagem e visa confirmar o dolo na divulgação das informações. Ao negar o pedido para ouvir Flávio sobre o caso, os investigadores anotaram, por exemplo, que o fato em apuração é "bastante claro e determinado, não dependendo de nenhuma informação" do senador para a apuração. Nessa linha, a PF sustentou que a dispensa da oitiva do parlamentar, em meio às investigações, "não acarreta nenhum prejuízo à defesa". O inquérito em questão foi aberto em meados de abril após um pedido da Polícia Federal, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. A investigação se debruça sobre uma publicação feita por Flávio em sua conta na rede social X em janeiro deste ano associando magens do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, a Lula. “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”, dizia o texto. Na mesma publicação, Flávio mencionou "a prática de crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e fraudes em eleições", destacou a PF. Na ocasião, o ministro do STF deu 60 dias para que a PF adotasse as "providências cabíveis" para a investigação.