Decisão do ministro foi tomada após a defesa do senador pedir mais prazo à PF para o senador e pré-candidato à Presidência ser ouvido O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou a Polícia Federal (PF) tomar, no dia 28 de julho, às 14h, o depoimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na investigação em que ele é suspeito de caluniar o presidente Lula em uma postagem no X. A decisão do ministro foi tomada após a defesa do senador pedir mais prazo à PF para ele ser ouvido. O ministro autorizou que a PF tomasse o depoimento de Flávio no começo de julho, atendendo a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que ele fosse ouvido na investigação. A PF contatou a defesa do senador e avisou que o depoimento poderia ser feito até por videoconferência na data e horário escolhidos pelo senador. Passado o prazo de 10 dias dado por Moraes para o depoimento ser tomado, porém, a defesa de Flávio não indicou nenhuma data e pediu mais prazo. A defesa do senador pediu novas datas, “com antecedência razoável para o agendamento da diligência”. A defesa considerou “exíguo” o prazo anteriormente definido, de 10 dias. “Cumpre registrar que a impossibilidade de realização do ato na janela ofertada não decorre de descaso para com essa Autoridade Policial. Em verdade, a incompatibilidade de agendas é oriunda, de um lado, do curto intervalo fixado para a realização da diligência e, de outro lado, das atividades desempenhadas pelo peticionário em sua pré-campanha”, diz a solicitação encaminhada à PF. "A defesa do investigado, limitou-se a solicitar à autoridade policial ' a renovação do prazo para a realização da oitiva do Senador Flávio Bolsonaro e a disponibilização de novas datas, com antecedência razoável, para o agendamento da diligência' sem apresentar, contudo, qualquer comprovante da impossibilidade de agendamento no período disponibilizado", assinalou Moraes na decisão desta sexta-feira (17). "Impõe-se, portanto, a designação do ato por este Juízo, a fim de assegurar o regular prosseguimento das investigações" seguiu o ministro. No fim de junho, os investigadores concluíram que Flávio caluniou Lula ao associar o presidente a crimes como tráfico de drogas e terrorismo. A apuração foi iniciada em abril, por ordem de Moraes, após solicitação do Ministério da Justiça. Segundo a PF, “fica claro” que “o senador Flávio Bolsonaro, através de sua postagem, imputou falsamente ao presidente Lula o com postagem, imputou falsamente ao presidente Lula o cometimento dos crimes de tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de arma e lavagem de dinheiro, crimes estes expressamente tipificados em nosso ordenamento jurídico". — Foto: Victor Moriyama/Bloomberg