0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro — Foto: Arquivo O GLOBO RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/07/2026 - 10:17 Alexandre de Moraes ordena que PF ouça Flávio Bolsonaro por calúnia contra Lula O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que a Polícia Federal ouça o senador Flávio Bolsonaro em 28 de julho sobre suspeitas de calúnia contra o presidente Lula. A decisão ocorre após a defesa do senador não agendar a oitiva no prazo. A investigação se refere a uma postagem de Flávio Bolsonaro no Twitter, acusando Lula de crimes como tráfico internacional de drogas e armas, o que a PF considerou calúnia. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira que a Polícia Federal ouça o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no próximo dia 28 de julho, às 14h, no inquérito que apura suspeita de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão foi tomada após a defesa do parlamentar não agendar a oitiva dentro do prazo anteriormente concedido. A defesa do senador havia pedido a extensão do prazo e solicitado que a Polícia Federal disponibilizasse novas datas para a oitiva, "com antecedência razoável", para o devido agendamento do procedimento. A corporação diz que tentou agendar a oitiva de Flávio Bolsonaro no prazo de dez dias concedidos pelo relator, mas que não houve escolha de data e horário, por parte da defesa, para a tomada do depoimento. Os advogados então pediram à própria PF para que fosse prorrogado o prazo para a realização da oitiva. Moraes, então, definiu uma data e horário para a oitiva. Na decisão, Moraes afirmou que foi dada ao senador a oportunidade de indicar data e horário para a realização da oitiva, conforme prevê o Código de Processo Penal, mas que "transcorrido o prazo concedido, não houve qualquer manifestação do investigado no sentido de viabilizar o ato". O ministro também destacou que a defesa limitou-se a pedir novas datas, "sem apresentar, contudo, qualquer comprovante da impossibilidade de agendamento no período disponibilizado". O inquérito foi instaurado para investigar uma publicação feita por Flávio Bolsonaro na rede social X, em 3 de janeiro deste ano, após a captura do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por autoridades dos Estados Unidos. Na postagem, o senador compartilhou imagens de Maduro e de Lula e escreveu: "Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas...". Em relatório final encaminhado ao STF no fim de junho, a Polícia Federal concluiu que a publicação atribuiu falsamente ao presidente da República a prática de crimes como tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro, configurando, segundo os investigadores, o crime de calúnia. Após o envio do relatório, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu que Flávio Bolsonaro fosse ouvido antes da adoção das próximas providências na investigação.