Presidenciável do PL havia solicitado depoimento do presidente brasileiro e da opositora venezuelana María Corina Machado Flávio Bolsonaro — Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes rejeitou nesta terça-feira (16) os pedidos do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no inquérito que apura a suposta prática de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pré-candidato à reeleição. A defesa do senador havia pedido a oitiva de Lula e da opositora venezuelana María Corina Machado; a expedição de ofício a um tribunal dos Estados Unidos para que seja compartilhada a cópia integral do inquérito e da ação que tramitam naquele país contra Nicolás Maduro; os depoimentos dados por Maduro; e que fossem ouvidos um procurador americano, o ex-deputado Deltan Dallagnol e o senador Sergio Moro (PL-RR). Flávio é alvo de uma investigação por uma publicação nas redes sociais associando Lula e o ex-presidente venezuelano aos crimes de tráfico internacional de drogas, terrorismo e fraude eleitoral, após a captura de Maduro no início do ano. O inquérito foi aberto em abril por ordem de Moraes, a pedido da Polícia Federal (PF). Segundo a corporação, na mensagem publicada no X, Flávio pode ter caluniado Lula ao associá-lo a crimes. “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”, dizia a publicação do senador. Moraes: 'pedidos não são cabíveis' Ao analisar os pedidos de Flávio, Moraes entendeu que eles não eram cabíveis durante a fase de investigação, porque isso poderia representar um direcionamento ou interferência indevidos na condução das apurações. “Não se revela cabível, na presente fase investigatória, o acolhimento dos requerimentos formulados por Flávio Nantes Bolsonaro, pois implicam no direcionamento ou interferência na condução da investigação, não cabendo ao investigado pretender pautar a atividade investigativa”, escreveu o ministro. A defesa do senador já havia solicitado as diligências para a PF, mas o delegado responsável pelo caso entendeu que elas eram “absolutamente inócuas em relação ao resultado do inquérito” e com caráter “meramente protelatório”. Ao realizar os pedidos, o objetivo dos advogados de Flávio era produzir, ainda na fase de inquérito, “elementos indiciários destinados a demonstrar a atipicidade da conduta” e evitar que haja denúncia. “A negativa de realização das diligências requeridas configura violação ao direito constitucional do senador Flávio Bolsonaro ao contraditório e à ampla defesa”, dissram os advogados do pré-candidato no pedido encaminhado a Moraes. A defesa é feita por Tracy Reinaldet, Matteus Macedo e Leonardo Castegnaro.
Alexandre de Moraes rejeita pedidos de Flávio Bolsonaro em investigação por calúnia contra Lula
Presidenciável do PL havia solicitado depoimento do presidente brasileiro e da opositora venezuelana María Corina Machado











