Ministro deu quinze dias para que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre os supostos achados da Polícia Federal e as "hipóteses criminais" levantadas pelos investigadores 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O advogado Frederick Wassef — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/07/2026 - 18:53 STF investiga celular de Wassef por ordem de Alexandre de Moraes O ministro Alexandre de Moraes, do STF, ordenou uma investigação sigilosa sobre conteúdos encontrados no celular de Frederick Wassef, advogado de Jair Bolsonaro, no âmbito do inquérito das joias sauditas. Moraes deu 15 dias para que a PGR se manifeste sobre as descobertas da PF e possíveis crimes. Wassef alega violação de prerrogativas, considerando a busca "nula e ilegal". A PGR já havia pedido o arquivamento de outra investigação relacionada a Bolsonaro. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a abertura de uma apuração à parte e sigilosa sobre "eventos fortuitos" encontrados no celular de Frederick Wassef, que se apresenta como advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro, em meio ao inquérito sobre as joias sauditas. O ministro deu quinze dias para que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre os supostos achados da Polícia Federal e as "hipóteses criminais" levantadas pelos investigadores. A ordem para abertura de um procedimento à parte sobre o caso foi assinada nesta terça. O órgão concordou com o pedido da PF para que a apuração seguisse à parte do inquérito sobre as joias. Segundo a PGR, os elementos levantados pela Polícia Federal não tem "conexão ou pertinência" com a apuração que mirou o ex-presidente. A decisão é assinada cerca de quatro meses após o pedido da Polícia Federal, em 4 de março. No mesmo dia, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu o arquivamento da investigação sobre suposta apropriação, por parte de Bolsonaro, de objetos de luxo que lhe foram presenteados enquanto chefe de Estado. Segundo o PGR, não há lei que trata da destinação de presentes recebidos por presidentes da República de autoridades estrangeiras e assim não é possível denunciar Bolsonaro e seus aliados por crime de peculato. Ao analisar tal manifestação, Moraes não promoveu o arquivamento da apuração e determinou que a PGR desse seu parecer, especificamente, sobre o pedido da PF relacionado a Wassef. Em nota, o advogado reiterou alegações que apresentou a Moraes quando veio à tona o pedido da PF para investigar os supostos achados em seu celular. Wassef sustenta que suas prerrogativas como advogado foram violadas quando foi alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal, sem a presença de um representante da Ordem dos Advogados do Brasil. A alegação do advogado é a de que a busca é "nula e ilegal". Além disso, ele questiona o encontro de "evento fortuito" em seu celular, considerando que a apreensão do aparelho ocorreu há três anos. "Jamais pratiquei qualquer irregularidade e não existe nada em meus celulares de ilegal ou sequer indícios de ilicitude que justifiquem apuração sem justa causa", sustentou.
Moraes determina investigação a partir de conteúdo encontrado no celular de Wassef
Ministro deu quinze dias para que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre os supostos achados da Polícia Federal e as "hipóteses criminais" levantadas pelos investigadores






