Em 29 de junho, às 11h06 pelo horário de Londres, encerrou-se o leilão do lote 251 de um leilão da casa britânica Sotheby’s: uma garrafa Magnum (dobro do tamanho normal) de Vosne-Romanée Cros Parantoux 1978, de Henri Jayer. O catálogo descreve em minúcias a garrafa e como a autenticidade teria sido checada: o líquido está a 4,3 centímetros abaixo da base da rolha, a etiqueta mostra dano leve, a cápsula que recobre a rolha foi “cortada e rasgada durante o processo de autenticação para revelar uma rolha marcada com a safra, mantida no lugar com fita adesiva transparente”.
A estimativa dos lances variava de 40 mil a 55 mil libras (entre 300 mil a 400 mil reais) por uma garrafa. O preço do lance vitorioso ou se houve disputa pela garrafa não aparece no site — era preciso ter conta na casa de leilões para participar.
A garrafa tem biografia. Saiu de um leilão em Hong Kong, em junho de 2018; passou pela adega de um colecionador; foi revendida em Hong Kong em outubro de 2021; teve a autenticação confirmada em abril de 2025; e agora reapareceu. Em novembro de 2024, dez garrafas do mesmo vinho, mas na safra 1999, saídas da adega do mesmo colecionador, somaram 219.160 euros, pouco mais de um milhão de reais.









