Durante décadas, as empresas perseguiram somente os consumidores mais jovens. A rápida transformação demográfica do país, porém, virou essa lógica. Bancos, indústrias de alimentos, farmacêuticas, empresas de beleza, turismo, habitação e bem-estar passaram a redesenhar produtos e serviços para conquistar um público que já representa uma das principais frentes de crescimento de consumo.

Em menos de 20 anos, os brasileiros com mais de 50 anos devem responder por R$ 3,8 trilhões de todo o consumo no país, o que representa uma fatia de 35% do PIB (Produto Interno Bruto), segundo o estudo Mercado Prateado, da data8, empresa de pesquisa e tendências sobre comportamento e consumo do público 50+. Em 2024, essa fatia da população movimentou R$ 1,8 trilhão.

O estudo mostra que o brasileiro maduro não apenas vive mais, mas tem permanecido ativo economicamente, exercendo papel central na renda familiar.

Entre os maiores de 50 anos, 76% são a principal fonte de renda da família, e, para 39%, a única. Além disso, 3 em cada 10 ajudam financeiramente os filhos, enquanto 7 em cada 10 vivem de rendimentos do próprio trabalho ou de patrimônio acumulado.

O levantamento também mostra que a imagem do envelhecimento mudou. Seis em cada dez brasileiros com mais de 50 anos afirmam não se sentir com a idade que têm, e três em cada dez acreditam que viverão até os cem anos.