O envelhecimento da população começa a mudar o mercado imobiliário nacional. Depois de décadas voltadas para famílias com filhos pequenos, incorporadoras investem em apartamentos, condomínios e serviços destinados a pessoas de 50, 60 e 70 anos.

A tendência "aging in place" define a possibilidade de envelhecer na própria casa com segurança e independência. Com famílias menores, mais divórcios e aumento da expectativa de vida, cresce o número de pessoas que voltam a repensar a moradia.

Muitos trocam imóveis grandes por apartamentos menores. Outros buscam bairros e cidades onde seja possível resolver a rotina a pé. A velocidade da mudança tem surpreendido até empresas especializadas em moradia para idosos.

No Rio Grande do Sul, estado que envelhece mais rapidamente que a média nacional, o empresário Luciano Zuffo, que desenvolve projetos imobiliários voltados para idosos, viu as premissas do negócio serem revistas em poucos anos.

"Quando montamos a operação, os estudos indicavam que cerca de 80% dos moradores seriam acamados. Hoje, 75% dos nossos moradores são totalmente independentes, ativos e autônomos", afirma.