A ideia de aposentadoria como sinônimo de descanso tem ficado para trás com o aumento da longevidade no país. O brasileiro vive mais, chega à maturidade com melhores condições de saúde e segue cada vez mais presente no mercado de trabalho, seja por necessidade, realização financeira ou desejo pessoal.
O número de profissionais acima dos 50, 60 e 70 anos que buscam novas ocupações formais vem crescendo. Em 2024, o Brasil registrou o maior nível de ocupação de pessoas com 60 anos ou mais desde o início da série histórica do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística): 24,4%. Na prática, uma em cada quatro pessoas nesta idade estava trabalhando.
A população com 60 anos ou mais chegou a 34,1 milhões, crescimento de 53,3% em relação a 2012. A expectativa de vida aumentou nove anos desde 1940, chegando a 76,6 anos na média. Metade dos que permanecem no mercado, no entanto, é por necessidade.
"O nome aposentar-se é retirar-se para seus aposentos. Só que as pessoas hoje acabam se aposentando e continuam trabalhando. Fazem da aposentadoria uma segunda renda. Deveriam planejar melhor, continuar trabalhando para ter uma renda maior", afirma a advogada especializada em Previdência, Adriane Bramante, conselheira da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo).






