Segundo relatos, a reunião foi tensa. No encontro, o presidente do PL sugeriu que Michelle afirmasse que estava emocionalmente mal quando gravou o vídeo em que diz que foi humilhada por Flávio. A ex-primeira-dama se recusou a atender o pedido. Respondeu ainda que refletiu e orou antes da gravação e que não se arrependia de nada do que havia dito.

Pessoas próximas à família Bolsonaro lembram que a relação entre Michelle e os enteados sempre foi marcada por altos e baixos, mas acreditam que uma trégua antes das eleições parece extremamente improvável.

Aliados de Michelle afirmam que ela deve ficar em silêncio durante a campanha, concentrada nos cuidados da filha mais nova e do marido, Jair Bolsonaro (PL), cuja prisão domiciliar foi prorrogada nesta sexta pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

Valdemar afirma que a situação é "difícil". "Vamos ter que trabalhar muito, precisamos da Michelle. Vamos à luta, não podemos perder ninguém, ainda mais a Michelle", diz o presidente do PL à Folha, quando questionado sobre a ausência da ex-primeira-dama na campanha de Flávio.

Amigos de Flávio afirmam que ele tenta conversar com Michelle desde o começo do ano e continua disposto a retomar o contato. Na pré-campanha do senador, a avaliação é a de que ele não deve desdenhar da madrasta, mas sim demonstrar boa vontade publicamente.