Ex-primeira-dama tem se mantido afastada do projeto político dos filhos de Jair Bolsonaro em meio à briga familiar por protagonismo político 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro, lado a lado, em manifestação na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, em outubro de 2025 — Foto: Breno Carvalho RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/06/2026 - 19:16 Michelle Bolsonaro se Afasta de Campanha de Flávio por Desavenças Familares Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, mantém-se afastada da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, em meio a disputas familiares por protagonismo político. Ela exige um pedido de desculpas público para retornar à campanha. A relação já estava desgastada devido a discordâncias sobre alianças políticas e críticas públicas. Michelle considera disputar o Senado, mas sua participação é incerta enquanto Jair Bolsonaro se recupera. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Distante de Flávio Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro vive uma relação de atritos com a campanha ao Palácio do Planalto do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Desde dezembro, quando Flávio anunciou que o pai o havia sido escolhido como nome do bolsonarismo à Presidência neste ciclo eleitoral, Michelle tem se mantido afastada do projeto político dos filhos do marido. No desdobramento mais recente desta relação tumultuada, Michelle optou por impor uma condição para entrar na campanha de Flávio: um gesto público de pedido de desculpas. A informação foi revelada pela colunista do GLOBO Bela Megale nesta segunda-feira. A queda de Flávio nas pesquisas fez com que bombeiros do PL entrassem em campo para tentar melhorar a relação e trazer a ex-primeira-dama para a campanha. O argumento é que só com a eleição do senador é que Jair Bolsonaro conseguiria ter um caminho para sair da prisão domiciliar. Hoje, no entanto, os filhos do ex-presidente não sinalizam chances de fazer um pedido de desculpas público, como quer a madrasta. Histórico de atritos O desgaste na relação da madrasta com os filhos de Bolsonaro é fruto de discordâncias no núcleo bolsonarista em torno da escolha do representante na corrida pelo Planalto, em uma disputa por protagonismo político. Michelle e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro romperam relações após o ex-parlamentar desaprovar abertamente a madrasta como opção de candidata à Presidência ou vice. A fala do senador ocorreu após Michelle se posicionar contra uma aliança costurada no Ceará para que o bolsonarismo apoiasse Ciro Gomes (PSDB) ao governo estadual. A ex-primeira-dama defendeu o nome do senador Eduardo Girão (Novo) neste pleito. Posteriormente, Flávio disse ter pedido desculpas à madrasta. O desconforto aumentou ainda porque, no mesmo evento em Brasília, Michelle também se referiu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como “irmão em Cristo”. A expressão foi utilizada pela ex-primeira-dama ao comentar a autorização dada pelo magistrado para que Jair Bolsonaro recebesse um cabeleireiro durante o período de prisão domiciliar. Nos bastidores do PL, a postura da ex-primeira-dama é interpretada como um sinal de que ela continua preservando a própria posição política caso Jair Bolsonaro decida discutir mudanças no cenário presidencial da direita. Queda em pesquisas Novos recortes da pesquisa Genial/Quaest divulgados no domingo mostram recuos em intenções de voto do senador em eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre eleitores evangélicos, mulheres, jovens e moradores da região Sudeste. O apoio de Michelle é considerado fundamental para angariar votos entre mulheres e evangélicos. O detalhamento da Genial/Quaest ajuda a explicar como Lula abriu seis pontos de vantagem sobre Flávio no cenário simulado de segundo turno (44% a 38%) no levantamento divulgado na semana passada. Na pesquisa anterior, do início de maio, ambos estavam em empate técnico (42% a 41%). Entre os evangélicos, o senador perdeu força, mas ainda lidera com folga. De maio a junho, a diferença entre Flávio e Lula caiu de 37 para 21 pontos. No período, o apoio ao senador passou de 61% para 52%, enquanto Lula avançou de 24% a 31%. O segmento é conhecido pelo alinhamento com o bolsonarismo e tem sido foco de acenos do PT. Na semana passada, o partido divulgou uma carta, em uma tentativa de aproximação, em que evitou tocar em temas associados à pauta de costumes, listou medidas do governo Lula para essa fatia da população, como leis que garantem o direito de livre culto e a criação de igrejas. Desde que foi anunciado como o nome do PL na corrida à Presidência, Flávio ajustou o discurso para atrair o eleitorado feminino e tentar reverter a rejeição herdada do pai entre as eleitoras. Os dados da Quaest, porém, mostram que os acontecimentos recentes ampliaram a vantagem de Lula no segmento. Desde abril, o petista foi de 42% para atuais 47%. Flávio, por sua vez, marcava 37% em abril, oscilou para 36% em maio e agora aparece 14 pontos atrás do oponente, com 33% (nesse recorte, a margem de erro é de três pontos).
Distante de Flávio, Michelle Bolsonaro vive relação de atritos com campanha presidencial do PL; relembre
Ex-primeira-dama tem se mantido afastada do projeto político dos filhos de Jair Bolsonaro em meio à briga familiar por protagonismo político






