Confissões e denúncia em processo que corre na Justiça da Flórida não trazem menções ao PCC 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Victor Shimada, sancionado pelos EUA por suposto elo com o PCC — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/07/2026 - 17:23 Brasileiros nos EUA Revelam Esquema de Lavagem de Dinheiro Multimilionário Confissões de brasileiros nos EUA revelam esquema de lavagem de dinheiro liderado por Victor Henrique Shimada, sancionado pelo governo americano. O grupo lavou cerca de US$ 30 milhões, provenientes do tráfico de drogas, sem menções ao PCC nos documentos. Prisões ocorreram após apreensão de celular com evidências. Operação envolvia transferências entre várias cidades americanas e uso de criptomoedas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Alvo de sanções do governo americano de uma operação da Polícia Federal nesta sexta-feira, o brasileiro Victor Henrique Shimada apareceu no radar das autoridades americanas após um esquema de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas. O grupo, que envolvia brasileiros residentes na Flórida, lavou cerca de US$ 30 milhões, o equivalente a R$ 155 milhões, segundo o Departamento de Justiça dos EUA. Até o momento, seis envolvidos, sendo cinco de nacionalidade brasileira, confessaram os crimes e admitiram fazer parte do esquema, que teria Shimada como uma das lideranças. O caso chegou ao conhecimento das autoridades após a apreensão do celular do brasileiro Ygor Fokin Saviolli no Aeroporto de Fort Lauderdale, na Flórida, em 2023. No aparelho, as autoridades americanas encontraram fotos e vídeos de grandes quantidades de dinheiro e mensagens que sugeriam a prática de crimes. Em janeiro, quatro brasileiros foram presos na Flórida após uma investigação do FBI descobrir o esquema. Nesta quarta-feira, o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou sanções econômicas contra chimada e a sua secretária Stella de Oliveira por conexões com o PCC. Apesar do Departamento do Tesouro afirma que Shimada era um "elo" com a façcão, os documentos do processo que corre na Justiça da Flórida não fazem menções a organizações criminosas brasileiras, mas afirmam que o esquema beneficiava o mexicano Manuel Garcia-Urrea, o Manny, um fornecedor de drogas. Não há detalhamento quanto aos tipos de substâncias comercializadas. Em janeiro, ao noticiar a operação que prendeu os brasileiros, o jornal americano Miami Herald afirmou que os US$ 30 milhões do esquema eram oriundos do tráfico de cocaína. As confissões dos brasileiros presos pelas autoridades americanas revelam como o esquema funcionava e indicam que Shimada era um dos que comandava a operação à distância. Os envolvidos comunicavam-se por meio de mensagens de Whatsapp e recrutavam pessoas para viajar a diferentes cidades americanas onde o dinheiro de origem ilícita era coletado e transferido para contas bancárias. Doze cidades americanas integravam o esquema. A maior parte dos valores foi depositado em caixas eletrônicos espalhados pelo país e enviados para contas bancárias em Miami e outras cidades. Ao anunciar as sanções contra Shimada e Stella, o Departamento do Tesouro americano afirmou que ele usava criptomoedas para mover os valores ao Brasil em benefício do PCC. Segundo a confissão de Saviolli, o esquema durou de dezembro de 2022 até janeiro de 2025, mês no qual o grupo, composto em grande parte por brasileiros, foi alvo das autoridades americanas. O brasileiro admitiu ter fornecido "fundos adiantados para facilitar as operações" e que supervisionou "o recebimento e a lavagem de dinheiro em espécie proveniente da venda de substâncias controladas". O documento destaca que Saviolli e Shimada recrutavam e orientavam outros participantes do esquema. A dupla, juntamente com Stella de Oliveira e outro brasileiro, Gabriel Menezes, supervisionou dezenas de coletas de grandes quantidades de dinheiro por meio de mensagens de Whatsapp. Menezes era o responsável pela logística do esquema, ocupando-se da reserva de hotéis e compra de passagens aéreas. Ele também dava instruções para a realização das coletas. Ele admitiu também manter contato regularmente com Shimada sobre a operação e afirmou receber planilhas e documentos que registravam as coletas de dinheiro, com datas, locais e os valores obtidos. Entre agosto e outubro de 2023, Saviolli facilitou a lavagem de mais de US$ 3,5 milhões, mesmo valor relacionado a Menezes. Brasileiros que atuaram transportando os valores e fazendo os depósitos também admitiram o crime às autoridades americanas. As confissões mostram que dois deles foram designados para realizar uma série de coletas de dinheiro na área da cidade de Chicago, no estado americano de Illionais, sob o comando de Saviolli, Shimada, Oliveira e Menezes. Entre agosto e setembro, um deles coletou mais de US$ 1,5 milhão em endereços de Chicago, Atlanta, Cleveland e Rochester, enquanto o segundo transportou um total de US$ 867 mil no mesmo período. Coletas também foram feitas por outros nacionais em Minneapolis, Tampa, Charlote e Greensboro. Os valores eram depositados em caixas eletrônicos e transferidos para contas bancárias em Miami e outras cidades, com o objetivo de "ocultar a natureza e a origem dos fundos".
Confissões de brasileiros nos EUA detalham esquema de lavagem de dinheiro e apontam liderança de sancionado pelo país
Confissões e denúncia em processo que corre na Justiça da Flórida não trazem menções ao PCC















