Constatação inicial é que alvos não exercem papel central dentro da facção criminosa 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — Foto: Anna Moneymaker/Getty Images/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/07/2026 - 11:05 Sanções dos EUA a suspeitos de lavar dinheiro para o PCC preocupam o governo Lula O governo brasileiro investiga a sanção dos EUA a Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, suspeitos de lavar dinheiro para o PCC. Apesar de não ocuparem papéis centrais na facção, a medida, vista com preocupação pelo governo Lula, pode afetar instituições financeiras brasileiras devido a possíveis sanções secundárias. As sanções são baseadas em investigações brasileiras e marca a primeira ação após a classificação do PCC como terrorista pelo governo Trump. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O governo brasileiro está levantando informações sobre os brasileiros Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, sancionados na quarta-feira pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos por suspeita de atuação em lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). O diagnóstico inicial feito pelas autoridades brasileiras é que nenhum dos dois ocupa um papel central dentro da facção e teriam relações apenas pontuais em transações específicas. Ao divulgar a medida, a gestão do presidente americano, Donald Trump, descreveu a facção paulista como a “maior organização criminosa transnacional do hemisfério ocidental” e afirmou que o grupo representa uma “ameaça significativa à segurança nacional dos EUA”. Desde a tarde de quarta-feira, quando foram anunciadas as sanções, o governo brasileiro se mobilizou para entender o que levou Shimada e Stella a serem alvos das sanções. Não há a intenção por enquanto de contatar a Agência de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac, na sigla em inglês), órgão vinculado ao Departamento do Tesouro americano, que anunciou as sanções. Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva informaram que o governo, sempre que tiver oportunidade, reforçará para autoridades estrangeiras o interesse em estender a cooperação para combater o crime organizado. Uma das constatações foi que as medidas anunciadas pelos Estados Unidos levaram em conta investigações realizadas no Brasil, muitas delas públicas. Shimada tem extensa ficha criminal no país e foi condenado por integrar um esquema de fraude eletrônica e lavagem de dinheiro contra o antigo Banco Votorantim, hoje BV. Além disso, ele é réu no processo que apura desvios de recursos do contrato de patrocínio entre o Corinthians e a casa de apostas Vai de Bet. Shimada é sócio da Victory Trading Intermediação de Negócios, Cobranças e Tecnologia Ltda, Pixwave Soluções de Pagamentos e Wave Construções Inteligentes. Todas as três, juntamente com a empresa Avenidas Flutuantes, também de Shimada, mas sediada em Portugal, foram sancionadas. Já Stella de Oliveira é descrita como “colaboradora próxima e parente” de Shimada. Ela teria atuado “como sua secretária e serviu como intermediária na coleta de grandes quantias de dinheiro em espécie, prestando serviços logísticos fundamentais”. Em dezembro, Shimada e Stella foram denunciados na Justiça da Flórida por participação no esquema de lavagem em instituições financeiras de 12 cidades americanas, como Denver, Rochester, Atlanta e Chicago. A denúncia afirma que os valores eram provenientes do fornecimento de drogas, mas não cita facções brasileiras. Segundo o documento, o fornecedor das substâncias ilegais que se beneficiava do esquema era o mexicano Manuel Garcia-Urrea, o Manny. Conhecidos como “Japa” e “Lara Croft“, Shimada e Stella teriam a ajuda de brasileiros residentes nos EUA para movimentar o dinheiro. Em janeiro, seis pessoas envolvidas no esquema, entre elas outros brasileiro, foram detidas pelas autoridades americanas. Na quarta-feira, após o anúncio, o governo do presidente Lula afirmou ter visto com “preocupação” a medida, que pode gerar “efeitos indiretos relevantes sobre instituições financeiras estrangeiras, inclusive brasileiras, em razão do risco de restrições regulatórias e eventual exposição a sanções secundárias”. Essa foi a primeira sanção contra suspeitos de conexões com a facção brasileira após a gestão Trump classificar, em maio, o PCC e o Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas. A Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), ligada ao Ministério da Justiça, afirmou que as medidas contra os brasileiros podem anteceder “providências ainda mais gravosas, adotadas à margem dos mecanismos ordinários de cooperação internacional”. Para a secretaria, a “decisão não surpreende” e é um desdobramento que já se antevia, após a classificação do PCC como organização terrorista.
Governo Lula levanta informações sobre brasileiros sancionados pelos EUA por ligação com PCC
Constatação inicial é que alvos não exercem papel central dentro da facção criminosa














