O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta terça-feira (1º), sanções contra dois brasileiros, três empresas sediadas em São Paulo e uma empresa portuguesa acusados de integrar um esquema de lavagem de dinheiro para o PCC (Primeiro Comando da Capital).

O governo de Donald Trump disse também que considera a facção paulista a maior organização criminosa do Ocidente.

Tanto o PCC quanto o CV (Comando Vermelho) foram designados como terroristas no mês de junho por Washington —não está claro se isso tem ligação com as novas sanções.

As medidas foram anunciadas pelo Ofac (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros), órgão vinculado ao Departamento do Tesouro, que afirma que o grupo utilizava empresas de fachada para receber recursos provenientes de atividades criminosas realizadas nos Estados Unidos e enviá-los ao Brasil em benefício da facção.

Os principais alvos das sanções são Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. Segundo o Tesouro americano, Shimada atuava como principal elo entre operadores do PCC na Flórida e traficantes internacionais, tendo lavado mais de US$ 30 milhões oriundos de atividades criminosas em diversas cidades americanas por meio de transferências em criptomoedas.