Nos áudios, extraídos de celulares apreendidos pela PF, Victor Shimada também faz menções a negócios na Colômbia, México e Estados Unidos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Victor Shimada, sancionado pelos EUA por suposto elo com o PCC — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/07/2026 - 16:32 Victor Shimada: Ligações com PCC e temor de investigação do FBI Victor Shimada, sancionado pelo Tesouro dos EUA por supostas ligações com o PCC, já foi condenado no Brasil por fraude e lavagem de dinheiro. Áudios revelam seu temor de investigação pelo FBI após operação da PF. Ele mencionou negócios na Colômbia, México e EUA, e usou criptomoedas para esconder transações fraudulentas via Pix. A Justiça o condenou a cinco anos, mas ele foi absolvido de invasão hacker. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Sancionado pelo Departamento do Tesouro dos EUA por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), Victor Henrique de Oliveira Shimada, de 41 anos, já foi condenado pela Justiça Federal por integrar um esquema milionário de fraude eletrônica e lavagem de dinheiro contra o Banco Votorantim. Em diálogos obtidos no âmbito dessa investigação, Shimada fala com um "possível parceiro de negócios" sobre o temor de ser investigado pelo FBI após ser alvo de uma operação da PF. "Travou muita coisa, não tô conseguindo trampar, mano. Travou as coisas minhas lá dos Estados Unidos, mano. Contas, bagulho todo (...) Esse papo vai dar FBI, mano. Você entendeu? Não é brincadeira. Os caras estão investigando pesado", diz Shimada no diálogo obtido pelas autoridades. Nos áudios, extraídos de celulares apreendidos pela PF, Victor Shimada também faz menções a negócios na Colômbia, México e Estados Unidos. Além das sanções, ele é alvo de um processo nos EUA por supostamente integrar um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. Shimada foi condenado no âmbito da operação Retorno Velado, da Polícia Federal (PF), deflagrada em dezembro de 2024. Ele foi acusado de participar de um esquema que realizou 2.799 transferências fraudulentas via Pix em apenas um final de semana, em agosto de 2024, totalizando R$ 35 milhões desviados do BV. Os valores foram enviados para a conta da empresa de Shimada, a Victory Trading, também alvo do Departamento do Tesouro Americano, e rapidamente convertidos em criptomoedas para dificultar o rastreamento. O juiz Massimo Palazzolo, da 4ª Vara Criminal Federal de São Paulo, condenou Shimada pelo crime de lavagem de dinheiro. O magistrado considerou que, como operador experiente de criptoativos, o réu agiu com dolo ao aceitar “valores vultosos e atípicos” em um domingo à noite sem identificar adequadamente a origem e os beneficiários. A pena foi fixada em cinco anos de reclusão em regime semiaberto. Shimada, entretanto, foi absolvido do crime de furto qualificado pela suposta invasão hacker ao sistema do banco. O magistrado entendeu que não havia provas de que Shimada participou diretamente da execução da fraude eletrônica. Shimada chegou a ser preso preventivamente no âmbito da operação, em dezembro de 2024, mas foi solto no mês seguinte, mediante habeas corpus, sob a condição de pagamento de fiança. Atualmente, ele já não usa mais tornozeleira eletrônica. Está apenas proibido de se ausentar do país. Em nota, o BV, antigo Banco Votorantim, afirmou que adotou imediatamente as medidas cabíveis ao identificar movimentações irregulares no âmbito dos serviços de Banking as a Service (BaaS), comunicando os fatos às autoridades competentes e colaborando com as investigações que culminaram com a condenação do sancionado. "Vale destacar que na colaboração com as autoridades competentes o BV atuou como assistente de acusação na ação penal".
'Vai dar FBI, mano', disse alvo de sanção dos EUA por suposta ligação com PCC
Nos áudios, extraídos de celulares apreendidos pela PF, Victor Shimada também faz menções a negócios na Colômbia, México e Estados Unidos













