Investigadores apontam que ele atuava como 'doleiro' e era contratado por quem precisasse ocultar a origem ilícita de valores, e já era investigado pelas autoridades há anos; ele está foragido 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Victor Shimada, sancionado pelos EUA por suposto elo com o PCC — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/07/2026 - 09:27 Victor Shimada: Investigado por Lavagem de Dinheiro e Conexões com PCC Victor Henrique de Oliveira Shimada, alvo da operação Exchange da PF, é investigado por lavagem de dinheiro em esquemas criminosos, incluindo conexões com o PCC. Sancionado pelos EUA, ele teria lavado mais de US$ 30 milhões. Shimada, que segue foragido, já foi condenado por fraudes milionárias e corrupção, envolvendo empresas como a Victory Trading e esquemas com o Corinthians. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Victor Henrique de Oliveira Shimada, alvo da operação Exchange, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (3), já é antigo conhecido das autoridades e lavava dinheiro para diversos esquemas em São Paulo. De acordo com apurações do GLOBO, ele é considerado um “doleiro” e trabalha para diversos criminosos que desejam ocultar a origem ilícita de recursos, incluindo associados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Shimada foi um dos alvos de prisão da operação desta sexta, mas não foi encontrado e é considerado foragido da Justiça. Nesta semana, ele também foi sancionado pelos Estados Unidos por suposto elo com o PCC. Os 11 mandados de prisão e 13 de busca e apreensão foram expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo. Conforme informou a coluna Miriam Leitão, do GLOBO, a PF já investigava Shimada antes da sanção dos EUA. Entretanto, os mandados de busca e apreensão não haviam sido expedidos antes porque os investigadores ainda estavam em diligências para tentar localizar o endereço do doleiro. Ao anunciar as sanções contra brasileiros na última quarta-feira, o governo americano descreveu Shimada como responsável por um esquema que lavou mais de US$ 30 milhões (o equivalente a R$ 155 milhões, na cotação atual) provenientes de atividades criminosas realizadas em diversas cidades americanas. Segundo fontes da PF ouvidas pelo GLOBO, Shimada era uma espécie de operador financeiro, contratado para “branquear” dinheiro para qualquer um que tivesse essa necessidade – não somente para o narcotráfico. No ano passado, ele foi condenado por integrar um esquema milionário de fraude eletrônica e lavagem de dinheiro contra o antigo Banco Votorantim, hoje BV. Além disso, ele é réu no caso Vai de Bet e Corinthians. Shimada é sócio de empresas como Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda e da Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda, que tem sede em Portugal, e também foi sanciona pelos EUA. Ele foi condenado por lavagem de dinheiro pela participação em um esquema que realizou 2.799 transferências fraudulentas via Pix em apenas um final de semana, em agosto de 2024, totalizando R$ 35 milhões desviados do BV. Os valores foram enviados para a conta da empresa de Shimada, a Victory Trading, também alvo do Departamento do Tesouro Americano, e rapidamente convertidos em criptomoedas para dificultar o rastreamento. Shimada chegou a ser preso preventivamente em 2024, mas foi solto no mês seguinte, mediante habeas corpus. Em 2025, ele foi denunciado por integrar um esquema de corrupção, furto e lavagem de dinheiro dentro da gestão do Sport Club Corinthians Paulista. Shimada é apontado como integrante do núcleo de intermediação e operação do esquema. Segundo a denúncia, o o Corinthians firmou um contrato de patrocínio de R$ 360 milhões com a Vai de Bet, empresa de apostas esportivas, em janeiro de 2024. Essa contratação, entretanto, contou com intermediadores, que desviaram as comissões relativas ao patrocínio em um esquema que envolvia laranjas e empresas de fachada, que chegava até a Victory Trading, e havia ocultação de bens e valores. Além de Shimada, também foi alvo da operação desta sexta Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, apontada como parente do operador financeiro e responsável por ajudar na logística do esquema, coletando grandes quantias de dinheiro. Ela foi presa.