Principal alvo de uma operação da PF (Polícia Federal) nesta sexta (3) sob a suspeita de liderar um esquema de lavagem de dinheiro que vai do PCC (Primeiro Comando da Capital) às fraudes do INSS e do banco Master, o empresário Victor de Oliveira Shimada chegou a ser preso no fim de 2024 e acabou solto 25 dias depois, ao conseguir um habeas corpus no TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região).
O empresário é considerado foragido. A defesa dele declarou em nota que ainda não teve acesso aos autos da operação desta sexta. "Somente após a análise técnica completa dos autos será possível qualquer manifestação específica acerca do conteúdo da investigação", afirmou.
Shimada foi preso preventivamente (sem prazo) na época, acusado de desviar R$ 35 milhões do banco Votorantim. A decisão que decretou sua prisão, assinada pela juíza Bárbara de Lima Iseppi, concluiu que mantê-lo em liberdade seria um risco à ordem pública e à própria condução das investigações.
O principal ponto envolvia o risco de fuga porque Shimada viajou ao México dias após a fraude no banco, em meados de setembro. Só voltou em dezembro. Ele foi e voltou sem nenhuma bagagem em mãos, o que para a magistrada se revelou um indício de reiteração delitiva.











