Especialista explica as diferenças entre os vírus que circulam com mais frequência no inverno e reforça a importância do diagnóstico precoce Divulgação — Foto: Divulgação Com a chegada das temperaturas mais baixas, os casos de gripe costumam aumentar em todo o país. Nesse período, termos como Influenza A e Influenza B passam a fazer parte da rotina dos consultórios e pronto-atendimentos, gerando dúvidas sobre as diferenças entre os vírus e seus impactos na saúde. Embora ambos sejam responsáveis por quadros gripais que podem causar febre alta, dores no corpo, tosse, dor de garganta e prostração, existem diferenças importantes entre eles. De acordo com o Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico da Carnot Laboratórios, o Influenza A é considerado o tipo mais transmissível e imprevisível. "O vírus Influenza A possui uma capacidade maior de sofrer mutações e pode infectar tanto seres humanos quanto diversas espécies de animais. Essa característica favorece o surgimento de novas variantes e faz com que ele esteja frequentemente associado a epidemias e pandemias ao redor do mundo", explica. Um exemplo conhecido foi a pandemia de H1N1, causada por uma variante do Influenza A. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os vírus influenza continuam sendo responsáveis por cerca de 1 bilhão de infecções respiratórias por ano em todo o mundo, com milhões de casos graves e centenas de milhares de mortes associadas às complicações da doença. Já o Influenza B circula exclusivamente entre seres humanos e apresenta uma taxa de mutação mais lenta. Embora não tenha potencial para provocar pandemias, isso não significa que seja menos importante do ponto de vista clínico. "O Influenza B também é altamente contagioso e pode provocar sintomas intensos, principalmente em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. Muitas vezes, os pacientes acreditam que apenas o tipo A merece atenção, mas ambos exigem cuidados médicos adequados", destaca o especialista. Independentemente da variante, a transmissão ocorre principalmente por meio de gotículas respiratórias liberadas ao tossir, espirrar ou falar. Ambientes fechados e com pouca ventilação, mais comuns durante o inverno, favorecem a circulação dos vírus e ajudam a explicar o aumento sazonal dos casos. Outro ponto importante é que o tratamento pode ser mais eficaz quando iniciado precocemente. Segundo especialistas, as primeiras 48 horas após o surgimento dos sintomas representam uma janela importante para avaliação médica e definição da conduta mais adequada. "Ao apresentar febre alta de início súbito, dores musculares intensas, calafrios ou sensação importante de prostração, a recomendação é procurar atendimento médico. O diagnóstico precoce permite avaliar a necessidade de terapias específicas que ajudam a reduzir a duração e a gravidade da infecção", afirma Dr. Carlos. Além da busca por atendimento diante dos sintomas, a vacinação anual continua sendo a principal estratégia de prevenção contra as formas mais graves da doença. O imunizante é atualizado periodicamente para acompanhar os vírus com maior circulação e ajuda a reduzir complicações, hospitalizações e óbitos. Com a aproximação dos meses mais frios, especialistas reforçam que entender as diferenças entre os tipos de influenza é importante, mas reconhecer os sintomas e agir rapidamente diante deles é ainda mais fundamental para proteger a saúde.