PUBLICIDADE A maior parte das unidades da Federação estão com incidência de síndrome respiratória grave em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Gripe — Foto: Freepik RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/06/2026 - 12:24 Alta nas internações por síndromes respiratórias no Brasil, Fiocruz alerta sobre VSR e Influenza O Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta alta nas internações por síndromes respiratórias graves no Brasil, com destaque para o vírus sincicial respiratório (VSR) e Influenza. A maioria dos estados está em alerta, exceto Rondônia, Piauí e Pernambuco. Casos de SRAG aumentam em idosos, mas desaceleram em crianças menores de dois anos. A vacinação é crucial para prevenção, com imunizantes disponíveis para grupos prioritários no SUS. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Os casos de infecção respiratória grave continuam em alta no Brasil, de acordo com informações do novo Boletim InfoGripe divulgado nesta quinta-feira. As principais causas são o vírus sincicial respiratório (VSR), que causa a bronquiolite infantil e infecção grave em idosos, e o Influenza, que provoca a gripe. A análise mais recente, referente ao período de 14 a 20 de junho, mostra que todas as unidades da Federação, com exceção de Rondônia, Piauí e Pernambuco, estão com incidência de síndrome respiratória grave em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas. Em oito unidades, há também sinal de crescimento na tendência de longo prazo. São elas: Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima e Santa Catarina. Em relação às faixas etárias, a análise verificou sinal de manutenção do crescimento dos casos de SRAG entre os idosos e desaceleração desse crescimento entre crianças menores de dois anos e pessoas de 15 a 49 anos. Entre crianças e adolescentes de dois a 14 anos, os casos estão em queda. Em relação à Covid-19, o número de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) apresenta aumento em alguns estados, como Amazonas, Pará e Ceará, mas esse crescimento ainda é lento e os casos semanais permanecem em níveis baixos. "A vacinação é a principal forma de proteção contra casos graves e óbitos causados pelos principais vírus respiratórios associados à síndrome respiratória aguda grave, como influenza, Covid-19 e vírus sincicial respiratório. Por isso, é fundamental que as pessoas dos grupos de risco e elegíveis estejam com a vacinação em dia”, diz a pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe, em comunicado. Além disso, a pesquisadora recomenda a adoção de medidas de etiqueta respiratória, como cobrir a boca e o nariz com o braço ou um lenço ao tossir e espirrar, evitar compartilhar utensílios de uso pessoal, lavar as mãos com frequência, usar máscara e evitar contato próximo com outras pessoas em caso de sintomas de gripe ou resfriado. Quais vacinas devo tomar? As vacinas são a principal forma de prevenir infecções respiratórias e, para as principais, existem imunizantes disponíveis no SUS. O imunizante para o VSR foi incorporado ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) no ano passado e é indicado para mulheres grávidas, de todas as idades, a partir da 28ª semana de gestação. O objetivo é estimular a produção de anticorpos pela mãe, que são transferidos para o bebê e oferecem proteção posterior para o recém-nascido. A vacina da gripe está disponível nos postos de saúde para crianças de 6 meses até 5 anos, idosos a partir de 60 anos e gestantes. Outros grupos prioritários, como trabalhadores da saúde e da educação, também podem se vacinar gratuitamente. Em algumas cidades, como Rio de Janeiro e São Paulo, a dose foi liberada para toda a população com 6 meses ou mais. Já para a Covid-19 o Ministério da Saúde orienta a vacinação inicial de crianças entre 6 meses e 5 anos, uma dose de reforço para gestantes a cada gravidez e uma dose de reforço a cada seis meses para idosos com 60 anos ou mais. Também é indicada uma dose semestral de reforço para imunocomprometidos e uma anual para demais grupos prioritários, como trabalhadores da saúde. Ao todo, em 2026, já foram notificados 97.813 casos de SRAG no Brasil, segundo o InfoGripe. Entre aqueles com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório nas últimas quatro semanas, 16,4% foram causados pelo Influenza A e 7,9% pelo Influenza B, que também causa gripe. Outros 53,1% foram pelo VSR, 23,9% pelo rinovírus e 2% pelo Sars-CoV-2 (Covid-19).