Com o início do inverno, os prontos-socorros voltam a registrar aumento nas filas de atendimento. No Brasil, no entanto, boa parte do país registra não um frio intenso e constante, mas mudanças bruscas de temperatura dependentes de chegadas de massas de ar frio ou quentes, com dias frios de chuva seguidos de dias mais quentes de sol. Essas variações no termômetro são popularmente conhecidas como “efeito gangorra”.
Segundo a Dra. Germana Torres, pneumologista da Casa de Saúde São José, o organismo lida melhor com um frio constante do que com a variação extrema. “Estudos publicados recentemente observaram aumento significativo de visitas ao pronto-socorro por doenças respiratórias tanto em temperaturas muito baixas quanto em temperaturas muito altas. O que mais agride as vias aéreas é a instabilidade térmica. Com as mudanças abruptas, há uma espécie de ‘estresse repetido’ sobre a mucosa nasal, brônquios e mecanismos de defesa local”, explica.
Fatores que facilitam infecções e doenças respiratórias
O ar frio e seco, característico do inverno, causa a constrição dos vasos sanguíneos do nariz e reduz a eficiência dos chamados “cílios respiratórios”, pequenos organismos que protegem nosso corpo contra os vírus e a poluição. Nesse contexto, o muco fica mais espesso, dificultando a limpeza das vias aéreas e facilitando infecções e doenças. Com as variações de temperatura, no entanto, isso ocorre de forma mais abrupta e agressiva.









