O vice-presidente da General Motors para a América do Sul, Fabio Rua, defendeu postergar por dois anos a aplicação das novas regras da reforma tributária para o setor automotivo.

Em entrevista ao C-Level, videocast da Folha, o executivo disse que o setor vive um momento de indefinição regulatória, e que a tributação deveria permanecer, entre 2027 e 2028, nos mesmos níveis de hoje, até que haja uma definição mais clara sobre as alíquotas.

Segundo Rua, a indústria negocia alternativas com o governo, para evitar um aumento da carga tributária sobre os automóveis devido à imposição do Imposto Seletivo. O tributo foi criado na reforma tributária e visa a taxar mais atividades com impacto sobre o meio ambiente e à saúde humana. Conhecido como "imposto do pecado", ele deverá entrar em vigor no ano que vem.

Para isso, o Congresso Nacional precisa aprovar projeto de lei com as alíquotas dos produtos que terão a incidência do novo imposto.

"O setor deveria ser aplaudido pela forma como fez essa transição energética, pela aceleração da sua descarbonização, e não punido", afirma Rua.