A piora no cenário macroeconômico, com juros elevados e inadimplência mais alta, tem favorecido um produto relativamente pequeno no Brasil: o seguro de crédito.

Ele serve como uma proteção para empresas contra calotes de seus clientes. Protege, por exemplo, uma marca de alimentos que fornece produtos em larga escala de uma varejista que quebra, por exemplo. Caso o cliente não pague o que é devido, o seguro é acionado e o fornecedor recebe na íntegra o valor devido.

A maior demanda pelo seguro contra calote acontece em um momento em que a inadimplência das pessoas jurídicas está em alta desde 2025, indo a 3,24% em maio. Este é o maior valor desde 2017, pico da série hisórica do Banco Central, iniciada em 2011. Naquele ano, os atrasos chegaram a representar 4,06% do total emprestado.

Além disso, com os conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia, que encareceram matérias-primas, grandes casos de recuperações de empresas e juros altos no Brasil, a contratação do seguro de crédito deve bater recorde em 2026, mesmo com uma apólice mais cara, apontam executivos do setor.

Clientes do seguro de crédito têm a partir de R$ 20 milhões de faturamento anual. O custo do produto para o segurado é uma fração da receita anual, que pode variar de 0,1% a 2%.