Aos 70 anos, grande artista brasileira confessa que fuma maconha há mais de cinco décadas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Marina Lima, 70 anos — Foto: Maria Isabel Oliveira/Agência O Globo A nossa Marina Lima, 70 anos, carioca da gema, contou um pouco do seu processo de criação, da relação com o irmão, o poeta Antonio Cicero (1945-2024), e do uso recorrente da maconha em entrevista à revista "Breeza", especializada no universo da cannabis. "Estou com 70 anos e, há mais ou menos 55, eu fumo maconha, e acho que eu estou indo bem. Não tenho nenhuma doença, estou bem de saúde e sempre usei doses que eu sentia que meu organismo absorvia para o que eu precisava. Não era para ficar louca, mas era para ficar conectada com alguma coisa de que eu precisava. Até hoje é assim", confessou. Autora de canções como "Fullgás" e "À francesa", Marina revela que todas as composições que contam com a sua assinatura foram feitas sob o efeito da cannabis. "Todas as músicas que compus, desde o começo, foi sob o efeito de maconha. Tudo. Desde o primeiro disco profissional, a gente compôs sempre com um pretexto de criar histórias e músicas para mandar recado para o mundo. E se divertir", lembra Marina, ao recordar da parceria com o irmão Antonio Cicero: "Era divertido ganhar dinheiro fazendo aquilo. Ele com o talento de poeta, eu com o meu talento musical. Depois de um tempo, eu vi que a cannabis me ajudava a soltar a mente musicalmente. Mas, para ele, era mais um uísque. Para ele, era mais um outro tipo de personalidade. A cannabis como companhia diária não era muito a dele." A artista dá detalhes de sua rotina e de como a maconha está inserida nela: "Um cigarro de cannabis para mim dura um dia inteiro. Doso, faço as coisas, e é maravilhoso, me deixa exatamente como eu quero estar para realizar todas as tarefas. Se eu for mergulhar fundo em alguma questão, por exemplo uma música, escrever um texto, uma coisa que eu tenha que criar muito, se eu sentir que meio que estagnei, eu talvez fume um pouco mais de cannabis. Aí depois vejo que chega, entende? Eu sei a minha dose."