Para muitas pessoas, a ideia de um hambúrguer saboroso ou de uma cerveja gelada evoca uma imagem mental vívida e impulsiona o comportamento. Essa conexão entre pensar e agir tem uma função clara –nos motiva a buscar as necessidades básicas da vida.
Mas, para alguns, esse processo pode falhar. A preocupação excessiva com esses estímulos recompensadores pode levar a transtornos de uso excessivo de substâncias, incluindo comer demais a ponto de desenvolver obesidade e abuso de álcool.
Estudos que remontam à década de 1970 associam imagens mentais vívidas ao abuso de drogas.
Compreender essa ligação entre desejo e consumo é fundamental para entender o vício. A introdução de uma nova classe de medicamentos para perda de peso pode ter dado a ferramenta necessária para compreendê-lo.
Esses novos medicamentos –incluindo Ozempic e Wegovy– imitam o hormônio GLP-1 para estimular a liberação de insulina, retardar a digestão e aumentar a sensação de saciedade. São conhecidos como agonistas do GLP-1 e foram originalmente usados para tratar diabetes tipo 2 porque ajudam a controlar o açúcar no sangue.










