0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Promotor Lincoln Gakiya, inimigo número 1 do PCC — Foto: Marco Ankosqui RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/07/2026 - 16:09 Sanções dos EUA a brasileiros ligados ao PCC preocupam setor financeiro no Brasil O promotor Lincoln Gakiya destaca o aumento do risco de repercussões no setor financeiro brasileiro após os EUA sancionarem brasileiros ligados ao PCC. As sanções envolvem Victor Shimada, Stella Nunes e empresas associadas, suspeitas de lavar dinheiro para o PCC. Gakiya aguarda informações do FBI sobre as conexões. Apesar de Shimada enfrentar processos no Brasil, não há, até agora, provas de ligação com o PCC, segundo o MPSP. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O promotor Lincoln Gakiya, especialista no combate ao crime organizado, aguarda informações do FBI para entender qual foi a conexão identificada pelo governo dos Estados Unidos entre Victor Henrique de Oliveira Shimada, Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira e três empresas ligadas a Shimada — duas sediadas no Brasil e uma em Portugal — com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Gakiya alerta que a decisão dos Estados Unidos aumenta o risco de repercussões e de sanções contra empresas brasileiras, especialmente do setor financeiro. Segundo ele, esse cenário já era motivo de preocupação desde que o governo americano classificou o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, no fim de maio. — Esse risco agora fica mais evidente. Se essas três empresas citadas pelo governo americano também realizaram operações no mercado financeiro brasileiro, isso significa que bancos e instituições financeiras precisam redobrar os cuidados. Essas duas pessoas foram classificadas unilateralmente pelos Estados Unidos e equiparadas a terroristas. As empresas também , sob a acusação de colaborar com a lavagem de dinheiro ligada ao terrorismo. Isso é bastante relevante, e ainda não se sabe quais poderão ser os efeitos dessa decisão. Tudo isso terá de ser analisado com muito cuidado, principalmente por quem realizou transações com esses dois indivíduos e suas empresas — afirma Gakiya. O promotor explica que, embora Shimada responda a diversos processos no Brasil, o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) não possui, até o momento, qualquer informação de que ele ou Stella tenham ligação com o PCC. — Ele responde por diversos crimes, inclusive violência doméstica e lavagem de dinheiro. Também é citado na denúncia relacionada ao caso VaideBet e ao Esporte Clube Corinthians. Uma empresa de Shimada foi apontada como intermediária de recursos ilícitos e, por isso, ele responde por processos de lavagem de dinheiro, inclusive na Justiça Federal. Mas nós, aqui no MPSP, não temos qualquer informação de que nem ele, nem a Stella, nem as empresas tenham qualquer vínculo com o PCC. Não sei se o FBI e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos encontraram provas dessa ligação em investigações próprias. Acredito que o FBI irá compartilhar essas informações conosco, mas, até o momento, não recebemos nenhuma comunicação. Em julho do ano passado, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, vinculado ao MPSP denunciou o empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, o presidente afastado do Corinthians Augusto Melo e outros ex-dirigentes, por lavagem de dinheiro e participação em esquema de desvios no contrato de patrocínio da casa de apostas VaideBet com o clube.