Em entrevista a Miriam Leitão em março, o promotor alertou que isso significaria o fim da interlocução entre a Polícia Federal, o Ministério Público brasileiro e o FBI O promotor de Justiça Lincoln Gakiya — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/05/2026 - 20:59 Classificação de PCC e CV como terroristas pelos EUA preocupa Brasil A classificação do PCC e CV como organizações terroristas pelos EUA pode prejudicar a cooperação no combate ao crime entre Brasil e EUA, alerta o promotor Lincoln Gakiya. Segundo ele, isso encerraria a colaboração entre Polícia Federal, Ministério Público e FBI, transferindo informações para a CIA, complicando o combate ao crime. Gakiya também destacou potenciais sanções econômicas, afetando empresas americanas no Brasil. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A decisão dos Estados Unidos de classificarem o CV e o PCC como organizações terroristas pode ter impactos práticos na cooperação entre os dois países no combate ao crime organizado. Em entrevista a Miriam Leitão, em março, o promotor Lincoln Gakiya, um dos principais nomes no enfrentamento às facções criminosas no Brasil, afirmou à época que, caso houvesse essa equiparação, uma das primeiras consequências seria o fim da interlocução hoje existente entre a Polícia Federal, o Ministério Público brasileiro e o FBI. — Temos uma cooperação muito boa, que pode melhorar. Se as facções forem consideradas terroristas, isso sai do âmbito das relações policiais. As informações passam a ser classificadas como inteligência de Estado. Vai para a CIA. Isso dificultará, em vez de facilitar, o combate ao crime. Além disso, ele alertou para possíveis impactos econômicos. — Haverá sanções econômicas. Uma empresa americana que tenha sede no Brasil pode ter que transferir sua sede, porque passamos a ser um país que “abriga” uma organização terrorista. O Brasil fica sujeito a sanções — explicou