Especialistas em segurança pública analisam decisão do governo americano de classificar PCC e CV como organizações terroristas internacionais

A decisão do governo americano de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais: o Jornal Nacional ouviu especialistas em segurança pública sobre as consequências jurídicas e econômicas desse anúncio para a relação entre os Estados Unidos e o Brasil.

Especialistas avaliam que a decisão do Departamento de Estado americano pode trazer mudanças nas relações entre os Estados Unidos e o Brasil, com consequências jurídicas, econômicas e até mesmo para a soberania nacional. O analista de segurança Alessandro Visacro acredita que a medida abre opções para o governo americano:

"Essa classificação de PCC e CV como organizações terroristas, ela na verdade cria um leque de opções que dá mais flexibilidade para o governo americano agir. Essas opções vão desde a sanção econômica ao bloqueio de bens de pessoas supostamente ou comprovadamente ligadas a essas organizações. Também permite, de certa forma, os Estados Unidos exercerem pressão política sobre o Estado brasileiro e, em um caso mais extremo, até a possibilidade de uso da força, de emprego de alguns elementos de força dentro do território nacional ou fora do território nacional, contra ativos ou pessoas, ou membros dessas localizações criminosas”.