[RESUMO] Por lutar por interesses coletivos, intelectuais públicos como Milton Hatoum, recém-empossado na ABL, têm um papel fundamental no Brasil, país que precisa encontrar soluções para seus desafios e reformar seu Estado com o objetivo de melhorar os serviços oferecidos à população.
Milton Hatoum chegou à ABL (Academia Brasileira de Letras) apontando "a ausência da formação educacional da população mais humilde" do país. Lembrou "Vidas Secas", de Graciliano Ramos, em que "Fabiano quer pensar, mas não sabe pensar". Para Hatoum, "esse é o impasse de milhões de brasileiros até hoje: a angustiante ausência de articulação do pensamento com a palavra".
O discurso de posse de Hatoum e sua presença no debate nacional, agora ampliada por sua "duvidosa imortalidade", nos mostram que intelectuais públicos são fundamentais para o Brasil, um país que precisa articular soluções para enormes desafios.
Vivemos sim um impasse —este, institucional. A crise de confiança em instituições e entre cidadãos, aliada a uma desproporção dos fundos partidários e emendas parlamentares avalizados por um Judiciário caro demais e de má qualidade, será ainda agravada pela crise fiscal contratada para os próximos anos, não importa quem for eleito.






