Força-tarefa reúne órgãos estaduais para ampliar o controle sobre a atividade, que não tem regulamentação técnica específica no país; documento traz diretrizes para investigação de acidentes e proteção de consumidores 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Maria Eduarda foi lançada em rope jump, mas sem cordas, no interior de SP — Foto: Redes Sociais RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 30/06/2026 - 18:03 Morte em salto de rope jump leva MP a intensificar fiscalização em Limeira A morte de Maria Eduarda Rodrigues durante um salto de rope jump em Limeira levou o Ministério Público de São Paulo a intensificar a fiscalização dessa atividade sem regulamentação técnica no Brasil. Uma força-tarefa uniu diversos órgãos para investigar acidentes e proteger consumidores. Três instrutores foram presos por homicídio com dolo eventual, enquanto outros membros da equipe enfrentam acusações de fraude processual. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, formada em Educação Física, durante um salto de rope jump em Limeira (SP), levou o Ministério Público de São Paulo (MPSP) a reforçar o controle sobre a modalidade. No último fim de semana, uma força-tarefa formada pelo MP e por órgãos estaduais realizou uma operação para ampliar a fiscalização da atividade, que ainda não tem regulamentação técnica específica no Brasil. A ação reuniu representantes da Secretaria da Segurança Pública, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Técnico-Científica, Defesa Civil, Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), Secretaria do Turismo, Secretaria de Esportes e guardas civis municipais. Além da operação, o Centro de Apoio Operacional Cível (CAO Cível) e o Centro de Apoio Operacional Criminal (CAOCrim) elaboraram o documento "Orientação sobre Serviços de Turismo e Esportes de Aventura", destinado a apoiar a atuação dos promotores de Justiça em todo o estado. Segundo o MPSP, o material oferece subsídios jurídicos e técnicos para casos envolvendo prevenção e apuração de responsabilidades por acidentes em atividades de turismo e esportes de aventura, especialmente aquelas consideradas de elevado risco. De acordo com os promotores Adriana Cerqueira, do CAO Cível, e Daniel Magalhães, do CAOCrim, o objetivo é auxiliar os órgãos de execução com atribuição na defesa do consumidor e orientar a atuação do Ministério Público na apuração de acidentes. O documento também reúne diretrizes para eventual propositura de ação penal, respeitando a independência funcional dos promotores de Justiça. Embora o rope jump não tenha regulamentação técnica específica, a Lei Geral do Turismo (Lei nº 14.978/2024) estabelece exigências para empresas do setor. Entre elas estão o cadastro no Cadastur, do Ministério do Turismo, a contratação de seguro de responsabilidade civil, a adoção de termo de consentimento e ciência de risco e a certificação de empresas, profissionais e equipamentos em Sistema de Gestão de Segurança (SGS), com base em normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Tragédia em Limeira Maria Eduarda Rodrigues morreu no dia 13 de junho após ser lançada de uma ponte de aproximadamente 40 metros sem estar presa à corda de segurança durante um salto de rope jump, na chamada Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo. Imagens do acidente, que repercutiram nacionalmente, mostram a jovem sendo conduzida por três instrutores até a plataforma e lançada na modalidade conhecida como "aviãozinho". Segundo especialistas, o procedimento ignorou protocolos básicos de segurança, como a chamada dupla checagem da conexão da corda antes do salto. Os presidentes da Associação Brasileira de Rope Jump e Pêndulo Humano (ABRJH) e da Associação Paulista de Rapel afirmaram que o caso foi resultado de uma sucessão de falhas, entre elas a ausência de conferência cruzada do equipamento, falta de briefing de segurança e adoção de uma posição de salto que não é recomendada para iniciantes. Os três responsáveis pelo lançamento — Luis Felipe Feliciano Egoroff, Vitor de Freitas Gonçalves e Maicon Fernandes Cintra — foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual. Segundo a investigação, eles atuavam por meio de marcas divulgadas nas redes sociais, sem empresa formalmente constituída. Em depoimento, dois deles afirmaram ter sofrido um "apagão" durante a preparação do salto e disseram não saber explicar como a vítima foi lançada sem estar conectada à corda de segurança. A defesa sustenta que os investigados têm experiência na realização de atividades de aventura e afirma que esta foi a primeira morte registrada em sua atuação profissional. Em desdobramento da investigação, a polícia prendeu mais três integrantes da equipe por suspeita de fraude processual e ocultação de provas — especificamente, por sumirem com conteúdos digitais e com a câmera (GoPro) que estava presa ao braço da vítima.
Após morte de jovem em salto, MP reforça fiscalização de rope jump em São Paulo
Força-tarefa reúne órgãos estaduais para ampliar o controle sobre a atividade, que não tem regulamentação técnica específica no país; documento traz diretrizes para investigação de acidentes e proteção de consumidores






