A vitória no último minuto foi emocionante, alcançada pela técnica, pela tradição, pela ousadia, pela alma e pelo inconsciente coletivo. Todos pensaram e executaram juntos. A força do conjunto vai muito além da formação tática. Já o bom time do Japão, assustado com a possibilidade de eliminar um gigante que tanto admira, fez um gol e passou a jogar muito recuado, dando chutões, como um time pequeno.
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A seleção brasileira não é uma das candidatas ao título somente porque tem história. É, principalmente, porque possui excelentes jogadores e um ótimo treinador, sereno, que não se abala com o momento negativo e que tem capacidade de decidir de acordo com o que acontece no jogo, sem ficar refém do que foi programado.
No segundo tempo, com o recuo do Japão, que raramente contra-atacava, Ancelotti, mesmo se Paquetá não tivesse contundido, teria colocado um centroavante, Endrick, para perturbar os zagueiros japoneses, pois a seleção brasileira não precisava mais de um terceiro meio-campista.
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