Sim, de virada é mais gostoso. Mas também é mais sofrido. A vitória da seleção brasileira nesta segunda-feira (29) contra o Japão pode ser descrita como uma vitória no melhor estilo corintiano: sofrida e na raça.

O Japão saiu na frente com um gol que nasceu de um erro de nosso meio-campo. Por outro lado, a seleção demonstrou maturidade ao reagir ao gol sofrido e buscou o empate, que veio numa cabeçada de Casemiro. Gabriel Martinelli foi o responsável por fazer o gol que deu a vitória ao Brasil aos 50 minutos do segundo tempo, nos livrando por pouco de uma prorrogação. Mas a bola do jogo, que todo mundo esperava que entrasse, foi a da jogada individual de Vinicius Junior, que foi defendida pelo goleiro japonês, Zion Suzuki. Seria um golaço.

Vinicius Junior é o cara. Joga bem, de forma alegre, e chama o time e a torcida para a partida. Em minha opinião, o atacante do Real Madrid é a melhor inspiração para o time brasileiro.

A escritora afro-americana Toni Morrison escreveu em seu livro de ensaios "A Fonte da Autoestima" que o racismo é uma forma de distração que impede as pessoas negras de fazerem as coisas que realmente importam. O pensamento de Morrison, autora que ganhou o Nobel de Literatura em 1993, me veio à mente ao lembrar das situações de racismo que Vinicius Junior tem vivido em sua carreira como jogador na Espanha.