Especialistas destacam mudanças, pressão no segundo tempo e poder de reação da seleção, mas alertam para problemas que ainda precisam ser corrigidos na Copa 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Martinelli comemora gol da virada do Brasil contra o Japão pela Copa do Mundo — Foto: Lars Baron / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 29/06/2026 - 22:17 Vitória do Brasil: Ancelotti e Tática Ofensiva São Destaques Especialistas do GLOBO analisaram a vitória do Brasil sobre o Japão, destacando as mudanças táticas de Carlo Ancelotti e a pressão no segundo tempo como fatores cruciais para a virada. Gustavo Poli elogiou a postura ofensiva e a reorganização tática, enquanto Marcelo Barreto pontuou o caráter improvável do gol decisivo de Martinelli. Carlos Eduardo Mansur valorizou o domínio pós-intervalo e Diogo Dantas destacou a capacidade de Ancelotti de ajustar o time durante o jogo, ressaltando a necessidade de corrigir falhas para enfrentar grandes potências na Copa do Mundo. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A vitória de virada sobre o Japão mostrou um Brasil ainda distante de uma atuação dominante, mas capaz de encontrar soluções durante uma partida eliminatória de Copa do Mundo. Na avaliação dos colunistas do GLOBO, as mudanças realizadas por Carlo Ancelotti no intervalo, o avanço da marcação e a insistência ofensiva foram determinantes para que a seleção transformasse a desvantagem em classificação. Gustavo Poli destacou a postura brasileira depois do intervalo e a capacidade de manter o Japão acuado. “Brasil virou como time grande. Imprensou o Japão no segundo tempo inteiro e mereceu a vitória”, afirmou. Para o colunista, a seleção suou para superar a bem organizada marcação japonesa, mas construiu o resultado pela pressão constante. “Japão não deu um chute na direção da meta brasileira além do gol.” Poli também apontou as mudanças táticas de Ancelotti como decisivas para a transformação do jogo. O treinador desfez a estrutura inicial, montou um 4-3-3 mais tradicional, abriu Vinicius Junior e Rayan e pediu maior participação ofensiva aos laterais. “A zaga subiu e o time inteiro melhorou.” O colunista ainda destacou o quase gol de Vini Jr, descrito como “uma preciosidade - que deve entrar na galeria dos grandes lances da Copa”. Marcelo Barreto ressaltou o caráter improvável do gol decisivo. Martinelli entrou em uma função diferente da habitual e apareceu dentro da área para concluir uma jogada iniciada com a recuperação de Rayan e a assistência de Bruno Guimarães. “Que gol improvável! Gabriel Martinelli, que não tem dotes de artilheiro e entrou numa posição que não é a sua, aproveita uma jogada que parecia ter dado errado”, escreveu. Para ele, o Brasil “acha o caminho para a vitória sem uma grande atuação, mas recompensando as mudanças feitas no intervalo”. Em sua análise mais ampla, Barreto avaliou que a insistência no jogo aéreo não representou apenas desespero ou falta de alternativas. O Brasil adiantou a linha defensiva, aumentou a movimentação no meio de campo e deu mais amplitude ao ataque, impedindo que o Japão encontrasse espaço para contra-atacar. “Virar uma eliminatória de Copa é muito difícil”, lembrou o colunista, que também destacou a reação de Danilo e Casemiro depois de um primeiro tempo complicado. Carlos Eduardo Mansur considerou que as dificuldades da etapa inicial expuseram limitações do Brasil diante de uma defesa organizada, mas valorizou o domínio construído depois do intervalo. “Não é simples, numa fase eliminatória de Copa do Mundo, imprensar um time rival como a seleção fez no segundo tempo.” Segundo o colunista, Ancelotti abriu os pontas, colocou mais jogadores dentro da área japonesa e buscou alternativas para compensar a falta de meias criativos. Mansur observou que o empate nasceu dessa ocupação mais agressiva da área, enquanto o gol da vitória surgiu de uma característica já apresentada pela seleção no torneio: a recuperação da bola no campo ofensivo. “A vitória foi merecida. Se o Brasil for vencer a Copa do Mundo, provavelmente será sem sobras, com jogos parelhos um atrás do outro”, avaliou. Diogo Dantas destacou justamente a capacidade de Ancelotti de encontrar respostas durante as partidas. Casemiro, mesmo depois de um início ruim, marcou o empate, enquanto Martinelli se transformou na principal aposta do treinador para decidir o jogo. “Martinelli, que entrou aparentemente fora de posição, se tornou o coelho tirado da cartola pelo italiano. Que nem precisou lançar a mão de Neymar.” Para o repórter, a atuação reforçou que “não é inteligente duvidar da seleção pentacampeã, nem do melhor técnico do mundo”, embora a equipe ainda tenha problemas a resolver antes de enfrentar as grandes potências.