Mais adaptado ao esquema tático de Ancelotti, time canarinho construiu vitória tranquila contra a Escócia 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O gol de Vinicius Jr que ampliou o placar para o Brasil contra a Escócia — Foto: PATRÍCIA DE MELO MOREIRA/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/06/2026 - 22:19 Vini Jr. Rouba a Cena com Dois Gols na Vitória do Brasil sobre a Escócia Vini Jr. brilhou na vitória do Brasil por 3 a 0 contra a Escócia, ofuscando a atenção que estava em Neymar. Com dois gols, ele conduziu a equipe, que mostrou evolução no esquema de Ancelotti. Apesar de um gol anulado, Vini se destacou com dribles e movimentação. A seleção lidera o Grupo C, e Neymar retornou após dois anos, mas a noite foi do camisa 7, que busca parceria com o craque. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Todas as atenções da torcida brasileira no Hard Rock Stadium, em Miami, estavam voltadas para Neymar. Mas a volta do camisa 10 após mais de dois anos sem vestir a Amarelinha virou enredo secundário do grande baile de Vini Jr. Cada vez mais líder da seleção, ele comandou os 3 a 0 sobre a Escócia — que classificaram o Brasil em primeiro do Grupo C — com dois gols e grande atuação. Na verdade, foram três gols. Mas um deles foi injustamente anulado. Nada que tenha abalado sua disposição em brilhar. Mais uma noite de gols, dribles e uma movimentação incessante pelos lados do campo e do meio para a frente. Já soma quatro na Copa e está a apenas um do artilheiro Messi. — Não estou preocupado com os números. E, sim, em fazer o meu trabalho da melhor forma possível para ajudar a seleção. Fico muito feliz com os gols. Hoje teve até um gol de cabeça — comentou o camisa 7, que não costuma marcar em cabeçadas. — Prometi para o Mister que faria, ele disse que era meio impossível, que me pagaria um presente. Vou esperar. Qualquer preocupação que pudesse existir em relação a um tropeço contra a Escócia se desfez em poucos minutos. O adversário rapidamente se revelou pouco ameaçador. Com uma estratégia no primeiro tempo de esperar pela bola certa para contra-atacar (que quase nunca apareceu), a seleção europeia passou boa parte do tempo se defendendo. Só que, como não pressionou, deixou o Brasil rodar a bola. Independentemente disso, é fato que a seleção evoluiu em relação ao último jogo. Os jogadores mostraram ter assimilado mais o esquema de Ancelotti. Na frente, Vini e Rayan abertos e Cunha como um falso 9, atrás dos dois. Douglas teve mais liberdade para subir do que Danilo, que funcionou muito como um terceiro homem da saída de bola. As principais armas do Brasil de Ancelotti funcionaram bem. Principalmente a pressão na saída do adversário. Logo aos 6, Rayan aproveitou a desatenção de Robertson e provocou a perda de bola. Ela sobrou para Vini, que driblou o goleiro Gunn e concluiu. Um gol que premiou a boa dupla de ataque formada por ele e Rayan. Já sem o peso da estreia, o ex-Vasco ocupou bem a direita do ataque, setor que ainda estava sem dono desde a estreia do Brasil na Copa. Fez a ponta quando preciso, cortou para dentro em outros momentos e ocupou a área. O primeiro tempo da seleção só não empolgou mais porque o meio não funcionou durante boa parte. Peças centrais da ligação com o ataque, Bruno Guimarães e Paquetá tiveram dificuldade diante da superlotação do setor promovida pelo adversário. Com isso, ou o Brasil atacava pelos lados (ou com lançamentos) ou passava muito tempo rodando a bola sem efetividade. A criação destravou quando os dois apareceram, já a partir da reta final do primeiro tempo. O lance do segundo gol mostra bem isso. Uma jogada que começou numa tentativa sem sucesso de Bruno acionar Rayan. Mas a bola retornou para ele, que cruzou com perfeição para o cabeceio de Vini na segunda trave, já aos 47. O camisa 8 ainda mostraria sua importância de novo, aos 14 da etapa final. Após receber boa bola de Casemiro, deixou para Cunha, que veio por trás como o elemento surpresa que se espera que ele seja para marcar o terceiro. Com a Escócia precisando ser mais proativa, o Brasil naturalmente passou a ser mais ameaçado no segundo tempo. E aí outro personagem que começa a crescer com o time apareceu: Alisson. O goleiro deu conta todas as vezes em que foi exigido sempre com segurança. Neymar entrou, aos 30, no melhor dos cenários para um jogador que não atuava há mais de um mês: com a vitória construída e muitos espaços. O público, que aguardava ansiosamente por sua volta, passou a esperar pelo gol. Mas foi Vini quem seguiu comandando as principais ações. E em duas ocasiões quase fez seu terceiro. Numa delas, após passe do camisa 10. Num indício do que pode vir a ser uma grande parceria.