Apesar de sofrer com freguesia histórica, asiáticos amadureceram ao longo de trabalho de oito anos, e tentam compensar desfalques com qualidade coletiva neste Mundial 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Japão comemora gol diante da Suécia — Foto: Alex Slitz / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/06/2026 - 21:58 Japão desafia Brasil na Copa 2026 com geração promissora e tática afiada O Japão, adversário do Brasil na segunda fase da Copa do Mundo 2026, evoluiu significativamente nos últimos oito anos, buscando protagonismo com uma geração talentosa. Apesar de um histórico desfavorável contra o Brasil, os japoneses venceram um amistoso em 2022. Comandados por Hajime Moriyasu, destacam-se pela organização e pressão alta, compensando desfalques com força coletiva. O confronto promete equilíbrio. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Na próxima segunda-feira (29), em Houston, o Brasil enfrentará o Japão na abertura do mata-mata da Copa do Mundo 2026. Os asiáticos seguraram a vice-liderança do grupo E após empatar por 1 a 1 com a Suécia, e caíram na chave dos brasileiros, que ontem garantiram a ponta do grupo C com a vitória por 3 a 0 sobre a Escócia. O adversário é frequente para a seleção, e historicamente pode ser considerado um freguês, mas o ciclo que trouxe as duas equipes até a segunda fase do Mundial sugere equilíbrio. Em 14 jogos entre as seleções, o Brasil leva ampla vantagem no retrospecto, com 11 vitórias e dois empates, incluindo uma goleada por 4 a 1 na fase de grupos do Mundial de 2006. Por sua vez, o Japão tem um único triunfo, mas que aconteceu justamente no último encontro, o amistoso disputado em outubro do ano passado. Melhores momentos de Japão x Suécia Na partida disputada em Tóquio, o Brasil em seus primeiros meses sob o comando de Carlo Ancelotti abriu 2 a 0, com gols de Paulo Henrique e Gabriel Martinelli, mas viu os asiáticos fazerem grande segundo tempo e virarem em cerca de 20 minutos. Na primeira etapa, a equipe chamou atenção por encontrar equilíbrio e soluções para entrar na fechada defesa adversária. Depois, porém, sofreu um apagão marcado por falhas individuais e foi incapaz de ser competitiva. O resultado deixou lições a serem revisitadas pela seleção canarinho, e mostrou um adversário com uma geração talentosa que anseia por deixar o posto de coadjuvante. Como joga? A seleção nipônica é treinada por Hajime Moriyasu desde 2018, período no qual passou por traumas no âmbito continental e mundial, mas evoluiu como um coletivo de muita intensidade, organização nos movimentos e insistência. A grande chave da equipe é fazer a pressão alta e surpreender com jogadas rápidas no campo de ataque. Este é o principal ponto de atenção para o Brasil, que já sofreu com esta situação em jogos recentes, como no amistoso contra o Egito. Hajime Moriyasu é o treinador da seleção do Japão — Foto: Paul ELLIS / AFP Defensivamente, o Japão sabe como encaixotar o adversário, principalmente por atuar com uma linha de três zagueiros e dois alas — estes últimos fundamentais para dar equilíbrio ao esquema. A Holanda sofreu para furar este bloqueio na estreia das equipes, um empate por 2 a 2 que os asiáticos buscaram no apagar das luzes, em um gol de cabeça. Por sinal, a defesa aérea é o principal ponto fraco do time. Mesmo assim, a qualidade coletiva vem conseguindo se sobrepor aos desfalques individuais de peso. Por questões físicas, Moriyasu não pôde convocar o ponta Kaoru Mitoma e o meia Takumi Minamino. Recentemente, o volante e capitão Wataru Endo também precisou ser cortado. O grande destaque passou a ser o atacante Ayase Ueda, autor de dois gols na goleada por 4 a 0 sobre a Tunísia, na segunda rodada. Ueda fez gol para o Japão em goleada sobre a Tunísia — Foto: Julio Cesar AGUILAR / AFP O Japão vem em grande forma e está invicto há dez jogos, tendo perdido por último para os Estados Unidos, em amistoso disputado em setembro de 2025. Desde então, foram sete vitórias e três empates, incluindo não apenas o triunfo contra o Brasil, mas também contra a Inglaterra, em Wembley, em março deste ano. Dentro desta Copa, os japoneses caíram em um grupo bem competitivo, mas foram capazes de passar nos testes diante de Holanda e Suécia e fazer jus às expectativas em um primeiro momento. Resta observar qual será o teto para este time. O confronto contra o Brasil ficou próximo de acontecer nas últimas duas Copas do Mundo. Em 2018, o Japão acabou eliminado nas oitavas de final pela Bélgica, que tirou os brasileiros nas quartas. Já em 2022, após liderar o grupo da morte com vitórias sobre Espanha e Alemanha, caiu novamente nas oitavas para a Croácia, também algoz da seleção canarinho.
Análise: adversário do Brasil na segunda fase da Copa do Mundo, Japão conta com geração que anseia por protagonismo
Apesar de sofrer com freguesia histórica, asiáticos amadureceram ao longo de trabalho de oito anos, e tentam compensar desfalques com qualidade coletiva neste Mundial














