É um desafio mais difícil do que o desejável, mas a seleção é favorita para avançar 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Doan e Maeda comemoram gol do Japão contra a Suécia na Copa do Mundo — Foto: Alex Slitz/Getty Images via AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/06/2026 - 16:28 Brasil Enfrenta Japão em Confronto Complexo com Vantagem Técnica Brasil enfrenta um Japão enigmático em confronto desafiador, mas é favorito devido à sua superioridade técnica. A seleção japonesa, reconhecida por sua ofensividade e capacidade de pressão, representa um obstáculo imprevisível, especialmente após sucesso em amistosos passados. Com um sistema de jogo ainda em ajuste sob Ancelotti, o Brasil deve explorar os espaços nas laterais japonesas, onde Vinícius Júnior pode se destacar. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Brasil é favorito no jogo de hoje contra o Japão porque, se pesarmos a qualidade técnica dos jogadores, claramente a balança vai pender para o lado brasileiro. Mas, se por um lado a seleção de Ancelotti tem todas as possibilidades de ganhar, por outro se viu diante de um cruzamento indigesto. Não seria um acontecimento assombroso uma vitória do Japão. Mas que time é esse? O grande desafio é que essa seleção japonesa não é simples de decifrar, ao menos de prever o tipo de jogo que tentará fazer. É, na essência, um time técnico e habituado a jogar com uma formação muito ofensiva, capaz de executar uma pressão e uma blitz no ataque como fez na última Copa para virar jogos contra Alemanha e Espanha, ou mesmo com o Brasil num amistoso em outubro do ano passado. Mas também pode executar um plano defensivo competente como o que fez na estreia da Copa atual, contra a Holanda. Aliás, o amistoso recente ajuda a entender uma das dificuldades brasileiras hoje. O Japão deverá repetir até nove titulares daquele jogo; o Brasil, só quatro. Porque ali, Ancelotti acabara de chegar e fazia testes, até encontrar uma formação e um sistema de jogo que existem há apenas duas partidas. Hajime Moriyasu dirige o Japão há oito anos. E por que este Japão deve ser definido como um time ofensivo? Uma das explicações, e preocupações, está nos lados do campo. O time joga com três zagueiros, mas os alas são jogadores que, originalmente, são atacantes ou meias ofensivos. São os casos de Doan, que parte da ponta direita no Frankfurt, e de Nakamura, atacante do Reims, da França. À frente dos zagueiros devem jogar dois volantes, um deles o ótimo Kamada, jogador técnico e dinâmico do Crystal Palace, da Premier League. E, mais adiante, outros três atacantes. Ueda, o centroavante, fez brilhante temporada no Feyenoord, da Holanda, enquanto Maeda faz ótima Copa. O terceiro homem costuma ser Kubo, que se recupera de lesão. E aí está a grande dúvida japonesa. Se ele não jogar, Doan costuma ser adiantado para o ataque, com Sugawara, este um lateral mais especialista, ocupando a ala direita. Pode ser uma alternativa mais conservadora para lidar com Vinicius Júnior. A questão é que, defensivamente, a seleção de Ancelotti ainda tenta se encontrar, especialmente quando protege as laterais. E o Japão costuma ter dinâmicas boas pelos lados. Os zagueiros têm liberdade para se projetar ao ataque, invertendo posições constantemente com os alas e os atacantes. Os movimentos são muito sincronizados, com um atacante recuando, outros infiltrando e muitos ataques aos espaços que são gerados. Rayan, pela direita, e Paquetá, pela esquerda, deverão ter trabalho para ajudar Danilo e Douglas Santos na marcação. Mas haverá oportunidades para o Brasil com bola. O Japão não é forte nas jogadas aéreas, por vezes se expõe na perda da bola ao atacar com muita gente e, mesmo caso se proteja mais por se tratar da seleção brasileira do outro lado, costuma gerar espaços entre alas e zagueiros, um setor que Vinícius Júnior sabe atacar como ninguém. Para um primeiro mata-mata, é um desafio mais difícil do que o desejável. Mas o Brasil é favorito para avançar.