De acordo com ferramenta do GLOBO, seleção brasileira apresenta ligeiro favoritismo frente aos asiáticos, mas vitória pode vir na penalidade máxima 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Brasil é favorito contra o Japão em duelo válido pela segunda fase da Copa do Mundo 2026 — Foto: Arte O GLOBO RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/06/2026 - 22:19 Brasil e Japão: Equilíbrio na Copa com Chance de Pênaltis A ferramenta Bola de Cristal do GLOBO projeta um confronto equilibrado entre Brasil e Japão na Copa do Mundo, com leve favoritismo brasileiro, mas grande chance de empate no tempo normal, levando a decisão para os pênaltis. O Brasil tem 36,34% de chance de vitória, contra 23,22% do Japão, e possibilidade de avançar para as oitavas enfrentando Noruega ou Costa do Marfim. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O empate por 1 a 1 entre Japão e Suécia, na noite desta quinta-feira, definiu o próximo adversário da seleção brasileira na segunda fase da Copa do Mundo, na próxima segunda-feira. Em um duelo projetado como equilibrado pelo Bola de Cristal, ferramenta preditiva do GLOBO, o confronto aparece com um leve favoritismo brasileiro, mas com forte tendência de igualdade no tempo normal, cenário que abre espaço para decisão nas penalidades. — Apesar de uma melhora significativa do Brasil na competição, existe uma grande chance de essa disputa terminar em pênaltis. O Brasil possui um pequeno favoritismo, mas o Japão se mostrou capaz de empatar com um grande time [em referência ao empate com a Holanda, na primeira rodada] — explicou Gilcione Costa, professor do Departamento de Matemática da UFMG e responsável pelo Bola de Cristal. Segundo a simulação, o Brasil tem 36,34% de chance de vitória no tempo regulamentar, contra 23,22% do Japão, enquanto o empate aparece como resultado mais provável, com 40,44%. Apesar disso, o Brasil tem mais chance de passar para a próxima fase num contexto geral, com 56.56%, contra 43.44% dos japoneses. O modelo reflete um confronto de perfis semelhantes em termos de consistência na competição, com as duas seleções oscilando entre momentos de controle e dificuldades na finalização das jogadas. "O Brasil chega após empate com Marrocos, enquanto o Japão também acumula resultados de equilíbrio diante de adversários de maior força, como no empate com a Holanda", acrescentou Gilcione. Melhores momentos de Japão x Suécia Nesse caso, o jogo tende a ser decidido nos detalhes, com margem estreita entre domínio territorial e eficiência ofensiva. A projeção estatística reforça a leitura de uma partida de alto grau de imprevisibilidade, em que pequenas variações de desempenho podem definir tanto o resultado no tempo normal quanto a eventual necessidade de disputa por pênaltis. Caminhos do Brasil Nas oitavas de final, o caminho brasileiro pode variar bastante dependendo das combinações do outro lado da chave. Ainda assim, o cenário mais provável aponta para confrontos contra Noruega (20,77%) e Costa do Marfim (20,08%), seguidos por França (10,88%) e, em rota mais distante, Curaçao e Equador. Vini Jr. foi o melhor em campo na vitória do Brasil sobre a Escócia, por 3 a 0, pela última rodada da fase de grupos — Foto: CHANDAN KHANNA / AFP O grande ponto de virada aparece nas quartas de final, onde o nível de dificuldade pode subir de forma mais consistente. México (9,92%), um dos anfitriões do torneio, e Inglaterra (6,04%) surgem como os cruzamentos mais prováveis, mas há também possibilidades de duelo com Escócia, Croácia e Senegal — todos em percentuais menores, porém dentro do radar da projeção. Nas semifinais, o modelo volta a apontar equilíbrio entre grandes forças europeias. Alemanha (3,02%) e França (2,56%) lideram as probabilidades de confronto com o Brasil, seguidas por Marrocos (2,47%) e Holanda (1,47%). A Coreia do Sul aparece como uma alternativa mais distante, mas ainda possível dentro da simulação. Se avançar até a decisão, o Brasil ainda pode cruzar com Argentina (1,09% nas combinações de final), Estados Unidos, Espanha, Colômbia ou Portugal, em um leque que reforça o nível de imprevisibilidade do torneio na reta final. Sobre o Bola de Cristal O Bola de Cristal é uma ferramenta preditiva que analisa as chances das quinze principais seleções por jogo, de classificação por fase e possíveis adversários. Os cálculos são do Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e levam em consideração o desempenho das seleções no último ano, com pesos diferentes de acordo com as posições dos adversários enfrentados no ranking da Fifa. Os resultados das partidas da Copa entrarão nas contas com peso maior, e os cálculos são atualizados após o apito final de cada partida. Diante da maior Copa de todos os tempos, o professor Gilcione confessa que o trabalho exigiu ainda mais criatividade para programar os caminhos de cada equipe. Para se ter uma ideia da imprevisibilidade do torneio, a nova fase que antecede as oitavas de final abre nada menos que 495 possibilidades de chaveamento. Com duas equipes de cada grupo avançando diretamente ao mata-mata e os oito melhores terceiros colocados também classificados, 32 seleções seguem vivas após a primeira fase. Nesse cenário, os critérios de desempate ganham mais importância. A Fifa prioriza o confronto direto entre equipes empatadas e, se a igualdade persistir, entram em ação o saldo de gols, o número de gols marcados e o fair play, que considera cartões amarelos e vermelhos.