De acordo com ferramenta do GLOBO, a seleção brasileira é favorit em eventual confronto com os asiáticos na segunda fase da Copa do Mundo 2026 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Jogadores da seleção em Brasil x Escócia — Foto: Robert Cianflone/Getty Images/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/06/2026 - 09:48 Brasil vence Escócia e avança para enfrentar Japão nas oitavas da Copa 2026 O Brasil liderou o Grupo C da Copa do Mundo 2026 ao vencer a Escócia por 3 a 0, e enfrenta o Japão nas oitavas, com 46,01% de probabilidade, conforme a ferramenta Bola de Cristal do GLOBO. As chances contra o Japão são favoráveis ao Brasil (38,06% de vitória). O caminho até a final pode incluir confrontos com Noruega, França e grandes seleções europeias como Alemanha e França. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Com a vitória por 3 a 0 sobre a Escócia, o Brasil fechou a fase de grupos na liderança do Grupo C, seguido de Marrocos e dos próprios escoceses. A definição do adversário na segunda fase depende do Grupo F, onde Japão, Holanda e Suécia disputam as duas vagas. Hoje, os japoneses surgem como adversários mais prováveis, segundo o Bola de Cristal, ferramenta preditiva do GLOBO, que indica 46,01% de chance de Brasil x Japão, contra 39,71% de Holanda e 14,28% de Suécia. — No momento, é mais provável que o Brasil enfrente o Japão, porque a Holanda, líder do grupo, tem pela frente a Tunísia, já eliminada da competição. Nesse cenário, o Japão, ao empatar ou vencer a Suécia, tende a confirmar a segunda colocação, o que colocaria o Brasil, líder do Grupo C, diante da seleção japonesa na segunda fase — explicou Gilcione Nonato Costa, professor do Departamento de Matemática da UFMG e responsável pelo Bola de Cristal. O especialista acrescenta que também há possibilidade de cruzamento com a Holanda, caso a Suécia vença o Japão e a Holanda não confirme o favoritismo diante da Tunísia, cenário que pode alterar a liderança do grupo e empurrar os holandeses para a segunda colocação. Ele cita ainda uma hipótese mais remota de a Suécia surgir como adversária, a depender de combinações de resultados e da definição por saldo de gols, em um desfecho mais apertado do Grupo F. A seleção brasileira entra com vantagem estatística em todos os contextos. Contra o Japão, por exemplo, teria 38,06% de chance de vitória no tempo normal, contra 28,26% de derrota e 33,68% de empate. Já diante da Holanda, o equilíbrio aumenta: 35,00% de chance de vitória do Brasil, 31,41% de empate e 33,59% de vitória holandesa. Contra a Suécia, o cenário volta a pender mais para o lado verde e amarelo, com 44,89% de vitória, 29,51% de empate e 25,60% de derrota para os suecos. Caminhos do Brasil Nas oitavas de final, o caminho brasileiro pode variar bastante dependendo das combinações do outro lado da chave. Ainda assim, o cenário mais provável aponta para confrontos contra Noruega (20,77%) e Costa do Marfim (20,08%), seguidos por França (10,88%) e, em rota mais distante, Curaçao e Equador. Vini Jr. foi o melhor em campo na vitória do Brasil sobre a Escócia, por 3 a 0, pela última rodada da fase de grupos — Foto: CHANDAN KHANNA / AFP O grande ponto de virada aparece nas quartas de final, onde o nível de dificuldade pode subir de forma mais consistente. México (9,92%), um dos anfitriões do torneio, e Inglaterra (6,04%) surgem como os cruzamentos mais prováveis, mas há também possibilidades de duelo com Escócia, Croácia e Senegal — todos em percentuais menores, porém dentro do radar da projeção. Nas semifinais, o modelo volta a apontar equilíbrio entre grandes forças europeias. Alemanha (3,02%) e França (2,56%) lideram as probabilidades de confronto com o Brasil, seguidas por Marrocos (2,47%) e Holanda (1,47%). A Coreia do Sul aparece como uma alternativa mais distante, mas ainda possível dentro da simulação. Se avançar até a decisão, o Brasil ainda pode cruzar com Argentina (1,09% nas combinações de final), Estados Unidos, Espanha, Colômbia ou Portugal, em um leque que reforça o nível de imprevisibilidade do torneio na reta final. Sobre o Bola de Cristal O Bola de Cristal é uma ferramenta preditiva que analisa as chances das quinze principais seleções por jogo, de classificação por fase e possíveis adversários. Os cálculos são do Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e levam em consideração o desempenho das seleções no último ano, com pesos diferentes de acordo com as posições dos adversários enfrentados no ranking da Fifa. Os resultados das partidas da Copa entrarão nas contas com peso maior, e os cálculos são atualizados após o apito final de cada partida. Diante da maior Copa de todos os tempos, o professor Gilcione confessa que o trabalho exigiu ainda mais criatividade para programar os caminhos de cada equipe. Para se ter uma ideia da imprevisibilidade do torneio, a nova fase que antecede as oitavas de final abre nada menos que 495 possibilidades de chaveamento. Com duas equipes de cada grupo avançando diretamente ao mata-mata e os oito melhores terceiros colocados também classificados, 32 seleções seguem vivas após a primeira fase. Nesse cenário, os critérios de desempate ganham mais importância. A Fifa prioriza o confronto direto entre equipes empatadas e, se a igualdade persistir, entram em ação o saldo de gols, o número de gols marcados e o fair play, que considera cartões amarelos e vermelhos.