De acordo com ferramenta do GLOBO, Brasil é favorito em eventual confronto com europeus na segunda fase da Copa do Mundo 2026 após fechar fase de grupos com três a zero sobre a Escócia 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Jogadores da seleção em Brasil x Escócia — Foto: Robert Cianflone/Getty Images/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/06/2026 - 21:46 Brasil Lidera Grupo C e Enfrenta Japão nas Oitavas da Copa 2026 O Brasil garantiu a liderança do Grupo C na Copa do Mundo 2026 ao vencer a Escócia por 3 a 0. Segundo a ferramenta preditiva do GLOBO, Bola de Cristal, o Japão é o adversário mais provável nas oitavas, com 46,01% de chance de confronto. O Brasil tem vantagem estatística sobre os japoneses, mas o caminho até a final pode incluir adversários como Noruega, Costa do Marfim, e potencialmente Alemanha ou França nas semifinais. A ferramenta, desenvolvida pela UFMG, analisa as possibilidades com base no desempenho recente das seleções. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Com a vitória por 3 a 0 sobre a Escócia, o Brasil fechou a fase de grupos na liderança do Grupo C, que também tem Marrocos e Haiti. A definição do adversário nas oitavas depende do Grupo F, onde Japão, Holanda, Suécia e Tunísia disputam as duas vagas, com os japoneses, hoje, como adversários mais prováveis, segundo o Bola de Cristal, ferramenta preditiva do GLOBO, que indica 46,01% de chance de Brasil x Japão, contra 39,71% de Holanda e 14,28% de Suécia. — No momento, é mais provável que o Brasil enfrente o Japão, porque a Holanda, que lidera o grupo, enfrentará a Tunísia, que é o adversário que já está eliminado da competição. O Japão, então, empatando o jogo com a Suécia, ou vencendo, deverá ser o segundo colocado e o Brasil, líder do Grupo C, enfrentaria o Japão — explicou Gilcione Nonato Costa, professor do Departamento de Matemática da UFMG, responsável pelo Bola de Cristal. O especialista acrescenta que também é possível um cruzamento do escrete canarinho com a Holanda, caso a Suécia vença o Japão e os laranjas tropecem diante da Tunísia, o que poderia inverter a liderança do grupo. Há ainda uma possibilidade mais remota de a Suécia surgir como adversária, em cenários de vitórias combinadas e definição por saldo de gols.. A seleção brasileira entra com vantagem estatística em quase todos os contextos: contra os japoneses, por exemplo, teria 38,06% de chance de vitória no tempo normal, contra 28,26% de derrota e 33,68% de empate. Já diante da Holanda, o equilíbrio aumenta, com leve desvantagem dos europeus. Caminhos do Brasil Nas oitavas de final, o caminho brasileiro pode variar bastante dependendo das combinações do outro lado da chave. Ainda assim, o cenário mais provável aponta para confrontos contra Noruega (20,77%) e Costa do Marfim (20,08%), seguidos por França (10,88%) e, em rota mais distante, Curaçao e Equador. Vini Jr. foi o melhor em campo na vitória do Brasil sobre a Escócia, por 3 a 0, pela última rodada da fase de grupos — Foto: CHANDAN KHANNA / AFP O grande ponto de virada aparece nas quartas de final, onde o nível de dificuldade sobe de forma mais consistente. México (9,92%), um dos anfitriões do torneio, e Inglaterra (6,04%) surgem como os cruzamentos mais prováveis, mas há também possibilidades de duelo com Escócia, Croácia e Senegal — todos em percentuais menores, porém dentro do radar da projeção. Nas semifinais, o modelo volta a apontar equilíbrio entre grandes forças europeias. Alemanha (3,02%) e França (2,56%) lideram as probabilidades de confronto com o Brasil, seguidas por Marrocos (2,47%) e Holanda (1,47%). A Coreia do Sul aparece como uma alternativa mais distante, mas ainda possível dentro da simulação. Se avançar até a decisão, o Brasil ainda pode cruzar com Argentina (1,09% nas combinações de final), Estados Unidos, Espanha, Colômbia ou Portugal, em um leque que reforça o nível de imprevisibilidade do torneio na reta final. Sobre o Bola de Cristal O Bola de Cristal é uma ferramenta preditiva que analisa as chances das quinze principais seleções por jogo, de classificação por fase e possíveis adversários. Os cálculos são do Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e levam em consideração o desempenho das seleções no último ano, com pesos diferentes de acordo com as posições dos adversários enfrentados no ranking da Fifa. Os resultados das partidas da Copa entrarão nas contas com peso maior, e os cálculos são atualizados após o apito final de cada partida. Diante da maior Copa de todos os tempos, o professor Gilcione confessa que o trabalho exigiu ainda mais criatividade para programar os caminhos de cada equipe. Para se ter uma ideia da imprevisibilidade do torneio, a nova fase que antecede as oitavas de final abre nada menos que 495 possibilidades de chaveamento. Com duas equipes de cada grupo avançando diretamente ao mata-mata e os oito melhores terceiros colocados também classificados, 32 seleções seguem vivas após a primeira fase. Nesse cenário, os critérios de desempate ganham mais importância. A Fifa prioriza o confronto direto entre equipes empatadas e, se a igualdade persistir, entram em ação o saldo de gols, o número de gols marcados e o fair play, que considera cartões amarelos e vermelhos.