O real brasileiro caminha para registrar seu pior desempenho mensal no ano, à medida que a recuperação do dólar e a mudança nas expectativas para o cenário de juros nos Estados Unidos levam investidores a desmontar uma de suas operações de "carry trade" preferidas.
A moeda brasileira flutua perto da estabilidade no pregão desta terça-feira (30), mantendo a queda acumulada em junho em cerca de 2,7% e reduzindo o desempenho excepcional da moeda no início do ano. O índice de moedas de mercados emergentes da MSCI recua 1% neste mês.
A estreia de Kevin Warsh na presidência do Federal Reserve, com um tom duro em relação à inflação, no início deste mês, impulsionou as expectativas de juros mais altos nos EUA e enfraqueceu apostas na moeda brasileira.
Os ativos domésticos também foram pressionados por uma comunicação do próprio BC (Banco Central) tida por alguns agentes do mercado como "confusa", com a autoridade monetária cortando os juros enquanto sinalizou riscos mais elevados para a inflação.
Esse cenário prejudicou o "carry trade", uma operação em que operadores tomam empréstimos em dólar, a taxas baixas, e investem em moedas de maior rendimento, rentabilizando sobre a diferença de juros.








